Dólar cai abaixo de R$ 5,10 e plataforma XP oferece CDBs com taxas de até 14,57% ao ano
Com o dólar operando abaixo de R$ 5,10, títulos de CDB, LCI e LCA na XP apresentam rendimentos variados, incluindo opções atreladas ao IPCA.
Por Davy Albuquerque
O mercado de emissão bancária oferece, nesta terça-feira (14), opções de renda fixa com taxas de CDB prefixadas em até 14,570% ao ano para vencimento de 12 meses. As ofertas na plataforma da XP ocorrem em um momento em que o dólar opera abaixo de R$ 5,10.
No segmento de títulos atrelados à inflação, as taxas chegam a IPCA + 8,400% para prazos superiores a um ano. Já os investimentos pós-fixados apresentam rendimentos de até 106% do CDI para vencimentos acima de 12 meses.
As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) possuem taxas prefixadas de até 11,800% para períodos acima de um ano. As opções de LCA atreladas à inflação pagam até IPCA + 6,180% em 12 meses, enquanto as pós-fixadas chegam a 89% do CDI em prazos superiores a um ano.
Quanto às Letras de Crédito Imobiliário (LCI), os títulos prefixados alcançam 12,800% para um ano. Na modalidade atrelada à inflação, os rendimentos chegam a IPCA + 6,800% para mais de 12 meses, com as pós-fixadas oferecendo até 90% do CDI para vencimento em um ano.
Entre as opções específicas listadas, o CDB do Banco C6 Consignado S.A. apresenta taxa de 101% do CDI com vencimento em julho de 2028. Há também uma LCI da Caixa Econômica Federal (CEF) com taxa de 81,5% do CDI e vencimento para julho de 2028, além de um CDB da Fibra com IPCA + 8,400% para julho de 2031.
Por que os juros futuros subiram?
As taxas de juros futuros (DIs) fecharam a segunda-feira (13) em alta firme, com avanços superiores a 15 pontos-base em diversos vencimentos. O movimento acompanhou a elevação dos rendimentos dos títulos americanos (Treasuries), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a retomada do bloqueio naval ao Irã.
O agravamento das tensões no Oriente Médio elevou o preço do petróleo e aumentou a aversão ao risco nos mercados globais. Na curva de juros, o DI para janeiro de 2028 subiu 16 pontos-base, atingindo 14,015%, refletindo o impacto do cenário externo nas expectativas de inflação.
A ponta longa também registrou alta, com o DI para janeiro de 2035 avançando 13 pontos-base para 14,39%. O movimento combinou o aumento dos prêmios de risco globais com fatores políticos internos, incluindo o noticiário eleitoral e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Operadores interpretaram que o cenário político brasileiro aumentou a percepção de risco fiscal. Apesar da pressão na curva de juros, o boletim Focus mantém a expectativa de mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic até o fim do ano, com indicações de redução já na reunião de agosto.
