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Economia

Classe média lidera contratação de seguros, mas cobertura patrimonial ainda é baixa no Brasil

Apenas 29% dos carros e 17% das residências no Brasil possuem cobertura de seguro, aponta levantamento da CNseg.

Por Davy Albuquerque

A classe média concentra a maior parte das contratações de seguros no Brasil, mas o país ainda registra baixa cobertura patrimonial. De acordo com levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), apenas 29% da frota de veículos nacional possui seguro automóvel e somente 17% das residências contam com proteção residencial.

O estudo aponta que o perfil dos consumidores varia conforme o produto. No seguro para automóveis, a classe C é a protagonista, respondendo por 41% dos clientes, com renda mensal entre R$ 5.648 e R$ 14.120. Outros 24% dos segurados pertencem à classe B e 23% à classe D.

A maioria dos segurados de veículos está em idade economicamente ativa. O grupo de 36 a 45 anos representa 29% da carteira, seguido pelos que possuem entre 46 e 55 anos, com 26%. O público é majoritariamente masculino, correspondendo a 51% das contratações.

Como é a cobertura residencial?

No segmento de seguro residencial, o perfil dos segurados apresenta características distintas. Os clientes são, em média, mais velhos: 24% têm entre 56 e 65 anos e 17% possuem mais de 65 anos.

A distribuição de renda para a proteção do lar é mais equilibrada entre as classes. A classe C representa 31% dos clientes, seguida pela classe D, com 27%, e pela classe B, com 21%. Regionalmente, o Sudeste lidera as contratações de seguro residencial com 56% de participação.

Apesar do aumento de eventos climáticos extremos, a proteção para moradias permanece limitada. Estimativas baseadas em dados do IBGE e da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) indicam que a cobertura atinge apenas 17% dos lares brasileiros.

Qual o perfil da capitalização?

Os títulos de capitalização registram a maior participação de consumidores de baixa renda. Segundo a pesquisa, 38% dos clientes pertencem à classe E e 24% à classe D.

Nesse produto, a distribuição geográfica é mais repartida. O Sudeste concentra 30% dos consumidores, seguido pelo Sul com 25%, Nordeste com 19%, Centro-Oeste com 15% e Norte com 11%.

A arrecadação do setor de seguros cresceu mais de 52% nos últimos cinco anos. De acordo com a CNseg, o volume saltou de R$ 501,3 bilhões, em 2020, para R$ 764,5 bilhões em 2025. Para 2026, a entidade projeta uma arrecadação de R$ 808,5 bilhões, um aumento estimado de 5,8%.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.