Ações da Yduqs caem 5,18% nesta sexta-feira (14) após divulgação de lucro de R$ 14 milhões
Ativo fechou em R$ 7,32 após companhia registrar queda de 54,2% no lucro líquido ajustado do segundo trimestre.
Por Redação Diário Local
As ações da Yduqs (YDUQ3) fecharam com queda de 5,18%, cotadas a R$ 7,32, nesta sexta-feira (14). O recuo aconteceu após a companhia divulgar resultados referentes ao segundo trimestre de 2026, nos quais registrou lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões, uma redução de 54,2% em relação ao desempenho do mesmo período do ano anterior.
Apesar da queda no lucro, o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) apresentou crescimento de 1,6% na comparação anual, totalizando R$ 400 milhões. A margem EBITDA também teve leve avanço de 0,2 ponto percentual, situando-se em 28,7%.
A receita líquida da empresa subiu 1%, chegando a R$ 1,39 bilhão, volume que ficou abaixo das estimativas do Goldman Sachs.
Por que o resultado foi considerado fraco por analistas?
Instituições financeiras como Goldman Sachs, JPMorgan e Bradesco BBI classificaram os resultados como fracos. Entre os motivos citados está o impacto de mudanças no mix de produtos e a pressão no segmento de ensino digital, que sofreu queda de 15,2% na receita devido ao novo marco regulatório.
No segmento Premium, o JPMorgan destacou que a receita ficou 2,8% abaixo do esperado. Especificamente, a receita do Ibmec ficou 6% abaixo da projeção e a da Idomed registrou 2% de queda em relação ao previsto. O EBITDA do Ibmec também ficou 26% aquém do estimado pelo banco.
O setor de ensino a distância (EAD) também enfrentou desafios, com uma redução de 51% na captação de alunos, segundo o Bradesco BBI. Por outro lado, o modelo híbrido apresentou crescimento de 38% na receita líquida, superando a projeção de 32%.
Como ficou o fluxo de caixa?
O consumo de fluxo de caixa livre no trimestre foi de R$ 75 milhões. No entanto, o valor ajustado por efeitos temporais foi de R$ 39 milhões negativos, número que estava em linha com as projeções do Goldman Sachs.
Já o fluxo de caixa livre para o acionista somou R$ 21 milhões no período, acompanhando as estimativas de mercado.
