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Lula intensifica articulação para fechar palanques em Goiás e Minas Gerais antes de convenções

Presidente busca resolver impasses com pré-candidatos para definir chapas antes do prazo de convenções partidárias em julho

Por Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem concentrado esforços na articulação política para fechar os palanques estaduais em estados como Goiás e Minas Gerais. O movimento ocorre em um período de agenda reduzida devido ao defeso eleitoral, que entrou em vigor no último sábado (4/7).

O objetivo da estratégia é resolver impasses com pré-candidatos e definir as composições de chapa antes do prazo para as convenções partidárias, que começam em 20 de julho. Para isso, o presidente tem despachado diariamente do Palácio da Alvorada e recebido aliados para discutir o cenário eleitoral.

O cenário em Goiás e Minas Gerais

Em Goiás, o presidente buscou reunir-se com a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) e a vereadora de Goiânia Aava Santiago (PSB) na última quarta-feira (8/7). A tentativa era de que Accorsi disputasse o governo do estado e Santiago ocupasse uma vaga no Senado, mas a reunião terminou sem definição, já que ambas são atualmente pré-candidatas à Câmara dos Deputados e mantêm o interesse na disputa.

O impasse se repete em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. A indefinição ocorre após o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT-MG), recusarem a liderança de chapa no estado. O nome do deputado federal Patrus Ananias (PT) passou a ser ventilado pela cúpula nacional do partido, embora aliados afirmem que o parlamentar sinalizou não ter interesse em abrir mão da pré-campanha à reeleição na Câmara.

Diante das dificuldades, o PT mineiro encomendou uma pesquisa interna para testar viabilidade de nomes. Entre as opções avaliadas estão os deputados federais Reginaldo Lopes, Rogério Correia e Paulo Guedes, a deputada estadual Macaé Evaristo, o ex-deputado estadual André Quintão e o ex-prefeito de Teófilo Otoni, Daniel Sucupira. Outra possibilidade discutida é uma aliança com o MDB, que poderia incluir o nome de Gabriel Azevedo, embora o presidente prefira insistir em uma candidatura própria do partido.

Regras do defeso eleitoral

O período de defeso eleitoral, que vigora entre 4 de julho e 25 de outubro, impõe restrições à administração pública. A legislação proíbe a autorização de publicidade institucional de atos, programas, obras e serviços dos órgãos públicos, salvo em casos de grave e urgente necessidade. Também é vedado o pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, exceto sob critérios da Justiça Eleitoral.

Além disso, órgãos públicos devem retirar de seus canais conteúdos que identifiquem autoridades cujos cargos estejam em disputa. Candidatos também não podem participar de inaugurações de obras públicas ou da divulgação de prestação de serviços, sendo proibida a contratação de shows com recursos públicos durante este intervalo.

Agenda de campanha

A agenda do presidente também contempla a oficialização de nomes. A convenção oficial está marcada para 2 de agosto, em São Paulo, onde será oficializada a candidatura de Lula e Geraldo Alckmin (PSB) à reeleição. No dia 25 de julho, o presidente deve participar da convenção de Fernando Haddad (PT-SP) em Camp Campinas.

A expectativa é que, a partir da próxima semana, o presidente retorne às viagens pelo país para visitar obras, conciliando compromissos oficiais com eventos de campanha no período da noite. Entre os primeiros destinos previstos estão as cidades de São Caetano do Sul (SP) e São José dos Campos (SP).

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.