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Estados Unidos

Ex-assessor de Joe Biden se cala em audiência do Senado dos EUA sobre a origem da covid-19

Anthony Fauci invocou a 5ª Emenda para não responder a perguntas sobre a pandemia e financiamento de pesquisas no exterior.

Por Redação Diário Local

O ex-assessor médico e ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, recusou-se a responder perguntas sobre a pandemia de covid-19 durante audiência no Senado norte-americano nesta quarta-feira (29). Orientado por seus advogados, o especialista invocou o direito constitucional contra a autoincriminação, garantido pela 5ª Emenda.

A audiência foi conduzida pelo Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado, presidido pelo senador Rand Paul (Partido Republicano). O objetivo do colegiado era investigar a origem do vírus covid-19 e a possível hipótese de um vazamento no Instituto de Virologia de Wuhan, na China.

Os parlamentares também buscaram questionar Fauci sobre o uso de verba federal dos Estados Unidos para financiar pesquisas de "ganho de função" no exterior, que envolvem a alteração genética e a mutação de vírus. O ex-assessor, de 85 anos, está aposentado desde o final de 2022.

Controvérsia sobre diários pessoais

O foco da investigação recaiu sobre o conteúdo de mais de 1.000 páginas de diários e anotações pessoais de Fauci, que cobrem o período de dezembro de 2019 a dezembro de 2022. Segundo informações da Reuters, os documentos foram localizados em servidores do governo e entregues ao senador Rand Paul pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr.

O senador Rand Paul argumentou que os registros encontram contradições com a narrativa oficial apresentada por Fauci durante a pandemia. Por outro lado, a defesa do médico divulgou um documento afirmando que os diários são consistentes com suas declarações públicas, alegando que ele manteve cautela sobre o vazamento desde 2021 e alertou sobre a falta de transparência da China desde 2020.

O advogado do ex-assessor, David Schertler, classificou as investidas de Paul como uma "vingança obsessiva e sem fundamento". Paralelamente, um grupo de mais de 150 cientistas e especialistas em doenças infecciosas assinou uma carta aberta em defesa de Fauci, classificando as acusações como "absurdas" e pedindo o fim de "caças às bruxas" no Congresso.

Cenário de tensão política

A oitiva ocorre em um momento de mudanças nas diretrizes de pesquisa científica. Na terça-feira (28), o governo Trump emitiu uma nova norma proibindo o financiamento federal para pesquisas de ganho de função que utilizem patógenos.

O histórico de gestão desses registros também foi citado no contexto da audiência. Em abril deste ano, o ex-assessor de Fauci, David Morens, foi indiciado sob a acusação de ocultar registros federais sobre verbas de pesquisa. Fauci não foi acusado de qualquer irregularidade no caso.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.