Ataque de drones ucranianos deixa cinco mortos e atinge armazéns na Rússia
Ofensiva contra zona industrial nos arredores de Moscou deixou cinco mortos e dez feridos, incluindo alvos da rede de varejo Wildberries
Por Redação Diário Local
Pelo menos cinco pessoas morreram e outras dez ficaram feridas em um ataque de drones ucranianos na Rússia durante a madrugada desta terça-feira (4). A ofensiva atingiu uma zona industrial nos arredores de Moscou, onde três armazéns foram alvo dos bombardeios.
O governador de Moscou, Andrey Vorobyov, informou que os ataques provocaram diversos incêndios na zona industrial de Novoselki. Entre as estruturas atingidas, duas distribuidoras pertencem à Wildberries, considerada a maior rede de comércio eletrônico da Rússia.
A Wildberries foi fundada em 2004 por Tatyana Bakalchuk e opera com um catálogo que vai de roupas a automóveis. A empresa possui atuação também em países da Ásia Central e da Europa Oriental, representando cerca de 10% do faturamento do varejo russo.
Desde o início do conflito com a Ucrânia, em 2022, a rede de comércio eletrônico enfrenta acusações de auxiliar o país a contornar sanções ocidentais por meio da importação de produtos via países terceiros.
Além do impacto em Moscou, episódios de violência foram registrados em outras localidades. Nesta segunda-feira (3), ataques ucranianos a uma estância balneária russa e à península da Crimeia deixaram pelo menos 11 civis mortos e dezenas de feridos.
Imagens divulgadas em redes sociais mostraram o momento de uma explosão de drone em uma praia, resultando na morte de sete pessoas. O cenário de confrontos também se estendeu ao território ucraniano durante a noite.
A Rússia realizou ataques noturnos que deixaram ao menos três mortos em Sumy, no nordeste da Ucrânia. Entre as vítimas registradas sob os escombros de uma residência, estavam duas crianças, de 5 e 10 anos, e uma idosa.
Os ataques com drones têm sido frequentes em ambas as frentes de batalha, atingindo tanto infraestruturas logísticas quanto áreas civis e de lazer em regiões próximas às zonas de conflito.
