Houthis realizam ataque de grande escala no Iêmen e atingem território da Arábia Saudita
Ofensiva com drones e mísseis contra forças do governo iemenita deixou ao menos 30 mortos e atingiu região de Najran
Por Redação Diário Local
O grupo militante houthis realizou um ataque de grande escala contra forças do governo do Iêmen nesta quinta-feira (6), resultando na morte de ao menos 30 militares. A ofensiva, que utilizou drones e mísseis, também atingiu a região de Najran, no sudoeste da Arábia Saudita.
Segundo autoridades do governo iemenita, os bombardeios ocorreram nas províncias de Marib e Hadramout, durante a manhã desta quinta-feira (6). A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita confirmou a morte de vários integrantes das Forças Armadas do Iêmen e registrou feridos no local.
Os houthis informaram, via comunicado, que a operação foi uma resposta a concentrações militares sauditas em fase de preparação. O grupo integra o chamado “Eixo da Resistência”, uma aliança apoiada pelo Irã que inclui milícias como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, em Gaza.
O impacto na Arábia Saudita
Além dos ataques contra as forças iemenitas, os houthis dispararam projéteis contra a região de Najran, próxima à fronteira norte com o Iêmen. O ataque resultou em 11 civis feridos, sendo sete sauditas, um iemenita, dois egípcios e um paquistanês.
A escalada representa um dos momentos mais graves de confronto desde o cessar-fogo estabelecido entre os houthis e a coalizão liderada pelos sauditas em 2022. A retomada dos combates aumenta o risco de expansão do conflito para outras áreas do Oriente Médio.
Contexto e diplomacia
Os houthis já haviam anunciado, em 20 de julho, a intenção de impor um bloqueio marítimo à Arábia Saudita. Em ocasiões anteriores, o grupo lançou mísseis e drones contra instalações da petroleira Saudi Aramco nas cidades de Jizan e Yanbu, às margens do Mar Vermelho.
A Arábia Saudita tem buscado manter canais diplomáticos por meio de mediadores de Omã para tentar conter a escalada e proteger sua indústria petrolífera. No entanto, o país também mantém a preparação de opções militares caso as negociações não avancem.
Em paralelo às tensões, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão devem assinar um acordo de defesa conjunta nesta sexta-feira (7), em território saudita.
