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Catar nega que pilotos iranianos estejam detidos em território nacional

Ministério do Catar afirma que pilotos violaram espaço aéreo em março e que restos mortais de um deles foram encontrados.

Por Redação Diário Local

O governo do Catar negou, neste sábado (15), que esteja detendo pilotos iranianos em seu território. O Ministério das Relações Exteriores do Catar afirmou que os militares violaram o espaço aéreo do país em março e não responderam às tentativas de contato realizadas pelas autoridades locais.

A declaração oficial surge após relatos da agência de notícias estatal iraniana IRNA. Segundo a agência, uma autoridade militar de alto escalão alegou que três pilotos iranianos foram capturados vivos pelas forças do Catar após ejetarem de caças durante uma missão de combate.

De acordo com a versão iraniana, a missão teria ocorrido como resposta aos ataques de Estados Unidos e Israel, iniciados em 28 de fevereiro. A autoridade mencionada na IRNA chegou a solicitar que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha acompanhasse o caso de suposta captura.

O Catar, no entanto, apresentou uma versão diferente sobre o incidente ocorrido em março. O Ministério das Relações Exteriores informou que equipes de busca e resgate localizaram os restos mortais de um dos pilotos durante as operações no território.

O governo catariano comunicou que já estabeleceu contato com o Irã para coordenar a entrega dos restos mortais encontrados. O país reiterou que precisou adotar medidas para defender seu território após as aeronaves entrarem no espaço aéreo sem autorização.

O porta-voz da diplomacia do Catar afirmou, ainda, que o governo de Teerã ainda não respondeu ao convite enviado para analisar os detalhes das operações de defesa realizadas pelo país.

O contexto da crise envolve uma escalada de tensão regional iniciada em fevereiro, após ataques conjuntos entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. O episódio desencadeou uma série de ataques de Teerã contra alvos em Israel e instalações militares americanas na região do Golfo.

As autoridades do Catar reforçaram que a entrada das aeronaves na zona de exclusão ocorreu sem qualquer comunicação prévia com as equipes de interceptação, o que motivou a resposta das forças de defesa do país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.