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Espanha

Mortes por invasão de migrantes em Ceuta passam de 100, afirma prefeito da cidade espanhola

Prefeito de Ceuta informou nesta quinta-feira (6) que o número de vítimas da crise migratória na cidade espanhola superou a marca de 100 pessoas.

Por Redação Diário Local

O número de mortos após a entrada em massa de migrantes em Ceuta, enclave espanhol localizado no norte da África, ultrapassou 100 pessoas. A estimativa foi divulgada pelo prefeito de Ceuta, Juan Jesús Vivas, nesta quinta-feira (6), durante uma reunião parlamentar da União Europeia (UE) em Bruxelas.

De acordo com as autoridades locais, cerca de 72 mil migrantes entraram no território espanhol na última semana, sendo que a grande maioria realizou o trajeto a nado. Atualmente, aproximadamente 5 mil pessoas de origem africana permanecem na cidade em condições precárias de subsistência, informou Vivas.

A entrada ilegal em massa foi impulsionada pela circulação de boatos em redes sociais, que disseminavam a informação de que a fronteira entre Marrocos e a Espanha estaria aberta. No entanto, grande parte do fluxo migratório já retornou para o Marrocos ou para outros países do continente africano.

Para conter a crise e gerenciar a multidão, o governo da Espanha mobilizou um contingente de mais de 3 mil agentes, entre policiais e militares. Além do reforço no efetivo, foi instalada uma barreira de contenção marítima com 500 metros de comprimento e um metro de profundidade.

O comissário europeu para as Migrações, Magnus Brunner, defendeu que a União Europeia deve utilizar todos os mecanismos à sua disposição, incluindo políticas de vistos e acordos comerciais, para assegurar a cooperação de Marrocos em matéria de migração.

Brunner afirmou que a responsabilidade pela supervisão da única fronteira terrestre da Europa com a África deve ser exercida pelo continente europeu, e não pelas autoridades marroquinas. Ele ressaltou a vulnerabilidade de depender da boa vontade de um Estado vizinho para manter o controle migratório.

Durante a reunião em Bruxelas, o comissário também apresentou um posicionamento crítico sobre a confiabilidade da cooperação atual, afirmando que a Europa precisa garantir o controle de suas fronteiras para evitar novas crises de fluxo descontrolado.

A cidade de Ceuta mantém uma posição estratégica e sensível por fazer fronteira terrestre direta com o Marrocos, funcionando como um ponto de passagem crítico para as rotas migratórias que buscam o território europeu.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.