Colômbia solicita apoio de apenas quatro países para resgates após terremoto
Governo colombiano selecionou Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel para atuar nas buscas e resgates.
Por Redação Diário Local
O governo da Colômbia restringiu a entrada de equipes internacionais de resgate a apenas quatro países após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o território nacional. A decisão abrange Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel, conforme anunciado nesta quarta-feira (12) pelo diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD), David Tamayo.
A medida foi tomada para garantir que o apoio externo siga protocolos internacionais específicos. Segundo Tamayo, o objetivo é permitir que as equipes estrangeiras revezem o trabalho de buscas e salvamentos junto aos profissionais colombianos em campo.
O diretor da UNGRD afirmou que o país só aceitará apoio de nações que possam garantir equipes de busca e resgate reconhecidas pelo sistema internacional. Esse critério técnico foi o principal argumento para a seleção dos países citados.
O tremor de grande magnitude ocorreu na última segunda-feira (10), com o epicentro localizado na cidade de San José del Palmar, no departamento de Chocó. O abalo sísmico foi sentido em diversas regiões, incluindo as cidades de Bogotá, Medellín, Quibdó, Manizales, Pereira e Cali.
A região cafeeira, situada no oeste do país e próxima ao ponto de origem do sismo, foi a área que sofreu os impactos mais severos. De acordo com as atualizações das autoridades colombianas, o número de mortos causados pelo desastre já ultrapassa 250 pessoas.
A seleção dos países para o auxílio ocorre em um período de mudança na gestão federal, visto que Abelardo de la Espriella assumiu a Presidência da Colômbia na última semana. Os quatro países escolhidos possuem alinhamento ideológico com o novo governo.
Apesar da coincidência política, o governo colombiano negou que a escolha tenha motivações partidárias. O chanceler Omar Bula Escobar afirmou que a administração federal mantém relações com diversos países sem qualquer consideração ideológica ou política na condução dos processos.
Enquanto as equipes de resgate se organizam, a magnitude do desastre continua a ser monitorada. O governo busca coordenar a ajuda técnica para acelerar as buscas nas áreas mais afetadas pelo fenômeno natural.
