Chefe do Exército britânico defende diálogo com população para este preparo para guerra
General afirma que líderes políticos iniciarão diálogo sobre riscos internacionais e necessidade de investimentos em defesa.
Por Redação Diário Local
O chefe do Exército do Reino Unido, general Sir Roly Walker, afirmou que os líderes políticos britânicos devem iniciar, em breve, um diálogo com a população para preparar o país para uma eventual guerra. Segundo o militar, os cidadãos precisarão compreender os riscos do cenário internacional e aceitar sacrifícios para que a nação priorize investimentos em defesa e segurança.
As declarações foram feitas durante um discurso para cerca de 700 militares no norte da Inglaterra, nesta quinta-feira (15). Walker classificou o momento global como "muito perigoso" e alertou para a necessidade de prontidão nacional diante das tensões atuais.
O general destacou que, caso o país entre em um conflito armado, a responsabilidade pela defesa terrestre recairá diretamente sobre os soldados. Ele ressaltou que esse grupo inclui inclusive os militares mais jovens e com menos experiência de combate.
Walker pontuou uma mudança de postura em relação ao passado. Segundo o chefe do Exército, houve um período em que o país não demonstrava interesse em sequer considerar a possibilidade de enviar tropas para lutar em uma guerra, mas esse cenário mudou.
A fala ocorre em um momento de crescente tensão na Europa, impulsionada por ataques a dois navios próximos à Bulgária. O incidente reacendeu o temor de que a guerra na Ucrânia possa se expandir para outras regiões do continente.
Autoridades europeias têm manifestado preocupação com a possibilidade de que a Rússia planeje novos ataques. No entanto, o governo de Moscou nega qualquer plano de expansão do conflito.
Contexto de segurança na Europa
O alerta do general britânico reflete o clima de incerteza sobre a estabilidade geopolítica europeia. A necessidade de preparar a sociedade civil para possíveis sacrifícios está atrelada à urgência de fortalecer o orçamento de defesa.
Para Walker, a conversa com os cidadãos deve ser franca, abordando tanto os riscos reais quanto o nível de preparação exigido da nação para enfrentar uma possível escalada de violência no continente.
