Equador retoma transporte de petróleo colombiano pelo oleoduto SOTE
Retomada do fluxo de 11,9 mil barris por dia gera receita de US$ 1,4 milhão mensal para o Estado equatoriano
Por Redação Diário Local
O Equador retomou o transporte de petróleo das empresas colombianas Ecopetrol e Amerisur pelo Sistema de Oleoduto Transequatoriano (SOTE), informou a estatal Petroecuador neste sábado (17). A medida encerra meses de suspensão do bombeamento do óleo de origem colombiana devido a tensões comerciais entre os dois países.
A retomada do fluxo de aproximadamente 11,9 mil barris de petróleo por dia ocorre um dia após o governo da Colômbia restabelecer a venda de eletricidade para Quito. O fornecimento de energia havia sido interrompido anteriormente por risco de desabastecimento interno no Equador.
Com o funcionamento do processo contratual bilateral, vigente desde 2024, a operação deve gerar uma receita mensal de US$ 1,4 milhão para o Estado equatoriano. A Petroecuador estima que o transporte gere mais de US$ 16 milhões por ano para os cofres públicos.
O trajeto do petróleo compreende cerca de 500 quilômetros. O produto sai da cidade de Lago Agrio, na região da Amazônia equatoriana, e percorre o oleoduto SOTE até o terminal de exportação de Esmeraldas, localizado na costa do Pacífico.
A estatal informou ainda que o oleoduto opera atualmente em plena capacidade. Enquanto isso, o volume de produção nacional de petróleo do Equador segue estável, mantendo a marca de 371 mil barris por dia.
O fim do impasse comercial teve início no começo de 2026, quando o governo equatoriano de Daniel Noboa impôs uma tarifa de 30% sobre produtos da Colômbia. Posteriormente, o imposto foi elevado para 100%, o que elevou os custos de transporte de petróleo e levou Bogotá a suspender o serviço.
O presidente equatoriano justificou a aplicação das tarifas como uma taxa de segurança, alegando falta de controle da fronteira por parte do governo colombiano. Na época, a gestão do então presidente colombiano, Gustavo Petro, rejeitou as justificativas.
Como resposta às medidas impostas pelo Equador, o governo da Colômbia aplicou tarifas recíprocas sobre produtos equatorianos, intensificando a disputa comercial entre os vizinhos.
