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Eleições nos EUA renovam Congresso e podem dificultar gestão de Donald Trump

Eleitores americanos votam nesta terça-feira (3) para renovar a Câmara e parte do Senado em meio a pressão econômica sobre a Casa Branca.

Por Redação Diário Local

Os eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira (3) para escolher novos integrantes do Congresso, em um pleito que pode alterar o equilíbrio de forças em Washington e impor novos obstáculos à gestão de Donald Trump. As eleições de meio de mandato, denominadas midterms, renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.

O processo eleitoral ocorre em um cenário de pressão sobre a Casa Branca. Fatores como o custo de vida, a condução da economia, as tarifas comerciais e os efeitos da guerra contra o Irã são apontados como pontos de desgaste para o governo republicano às vésperas da votação.

Embora Trump não concorra à Presidência neste momento, o resultado das urnas terá consequências para a segunda metade de seu mandato, que se estende até janeiro de 2029. Uma mudança na composição do Legislativo pode dificultar a aprovação de projetos governamentais e ampliar a capacidade de fiscalização sobre o Executivo.

Como funcionam as eleições de meio de mandato?

As midterms ocorrem a cada quatro anos, na metade do mandato presidencial norte-americano. O sistema prevê a renovação integral da Câmara dos Representantes, cujos 435 deputados têm mandatos de dois anos, e a renovação escalonada de cerca de um terço do Senado, que possui 100 integrantes com mandatos de seis anos.

Para assumir o controle da Câmara, um partido precisa conquistar ao menos 218 cadeiras. No Senado, cada estado possui dois representantes, independentemente do número de habitantes. Os parlamentares eleitos nesta terça-feira (3) devem tomar posse em janeiro de 2027.

Diferente do modelo brasileiro, os Estados Unidos não possuem um órgão eleitoral nacional centralizado. Cada estado organiza e contabiliza seus próprios votos seguindo regras locais, incluindo a possibilidade de votação antecipada e por correio.

Qual o impacto do cenário econômico no pleito?

A popularidade de Donald Trump é um dos fatores centrais da disputa. Uma pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada em 19 de outubro, indicou que 66% dos norte-americanos desaprovam a administração republicana, enquanto 31% aprovam o desempenho do presidente. A insatisfação reflete, principalmente, questões ligadas à economia e ao custo de vida.

A política comercial também é ponto de tensão. Desde que retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump ampliou o uso de tarifas sobre produtos importados para proteger a indústria nacional. As medidas geraram questionamentos judiciais e críticas de setores empresariais sobre o impacto nos preços pagos pelos consumidores.

Além disso, o encarecimento da energia, motivado pelo conflito envolvendo o Irã, tem pressionado os gastos com transporte e produtos essenciais, elevando o peso do custo de vida nas decisões dos eleitores.

O que muda se a oposição vencer?

Caso os democratas conquistem a maioria na Câmara, a capacidade do governo de aprovar novas medidas legislativas poderá ser comprometida. O controle da Casa permite à oposição comandar a pauta de votações, as comissões e ampliar investigações parlamentares sobre a administração, incluindo a execução de medidas judiciais e operações militares.

No Senado, uma mudança de maioria pode afetar a confirmação de indicações para cargos de alto escalão, como embaixadores e integrantes do Judiciário federal. O resultado das eleições não determina a permanência de Trump na Presidência, mas pode redefinir os limites de sua influência política.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.