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Estados Unidos

Eleições nos EUA: votos antecipados superam marca de 2022 com 53 milhões de eleitores

Mais de 53 milhões de americanos já votaram antes do dia da eleição, segundo dados do Election Lab da Universidade da Flórida.

Por Redação Diário Local

Mais de 53,6 milhões de americanos já registraram seus votos antecipadamente para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, superando o total de 46 milhões de votos antecipados de 2022. Os dados foram divulgados neste domingo (1º) pelo Election Lab da Universidade da Flórida.

Até o meio-dia de domingo (1º), o registro contabilizava aproximadamente 29,8 milhões de votos presenciais e 23,9 milhões enviados pelo correio. A votação presencial antecipada foi encerrada em estados como Nova York, mas o montante nacional pode aumentar conforme os votos por correspondência forem processados.

A participação tem se destacado em estados com disputas competitivas pelo Senado, como Texas, que já registrou mais de sete milhões de eleitores, além de Geórgia e Carolina do Norte.

O que está em jogo nas eleições?

As eleições determinam o equilíbrio de forças em Washington para os próximos dois anos. Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 vagas no Senado, além de diversos governos estaduais.

O presidente Donald Trump tem intensificado a campanha para buscar a manutenção da maioria republicana no Congresso. O movimento ocorre em um momento de baixa popularidade do governo; uma pesquisa Reuters/Ipsos, concluída em 26 de outubro, apontou que apenas 32% dos adultos americanos aprovam o desempenho do presidente.

A economia e o custo de vida também aparecem como temas centrais. De acordo com o mesmo levantamento, 73% dos entrevistados acreditam que o custo de vida está caminhando na direção errada, citando a inflação e o preço dos combustíveis.

Divisão interna em Michigan

Em Michigan, um dos estados estratégicos para o controle do Senado, a disputa ganhou novos contornos após a deputada democrata Haley Stevens anunciar apoio ao candidato republicano Mike Rogers. Stevens, que havia sido derrotada nas primárias do próprio partido, justificou a decisão em um vídeo publicado em redes sociais.

A movimentação causou ruptura no Partido Democrata. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, classificou o ato como uma traição, enquanto o presidente do Partido Democrata em Michigan, Curtis Hertel, acusou a deputada de abandonar princípios partidários.

A disputa no estado envolve o candidato democrata Abdul El-Sayed, que busca se tornar o primeiro senador muçulmano da história dos Estados Unidos, ocupando a vaga deixada pelo aposentado Gary Peters. Trump utilizou discursos em comícios para atacar El-Sayed, enquanto o candidato tentou minimizar a controvérsia política local.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.