É falso que seleção da Espanha editou foto de celebração da Copa para excluir Donald Trump
Registro da seleção espanhola na Copa do Mundo de 2026 foi apenas um clique feito após o presidente americano se afastar do pódio
Por Davy Albuquerque
É falso que a seleção da Espanha editou uma fotografia de celebração da Copa do Mundo de 2026 para excluir o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do registro. A imagem oficial compartilhada pelo time espanhol apenas captura o momento em que o líder americano já havia se afastado do centro do pódio.
As publicações falsas começaram a circular nas redes sociais após a final do torneio, realizada neste domingo (19). Os posts alegam que o grupo teria utilizado ferramentas de edição digital para remover Trump da foto em que os jogadores erguem a taça após a vitória sobre a Argentina por 1 a 0.
O que ocorreu, na realidade, foi uma questão de tempo e enquadramento fotográfico. Durante a cerimônia de premiação, Donald Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, participaram da entrega do troféu aos atletas espanhóis.
Após o ato protocolar, o presidente americano permaneceu por alguns segundos no palco, ao lado do grupo, enquanto os jogadores eram fotografados. Em seguida, Trump e Infantino se deslocaram para a lateral do palco para permitir o fluxo da comemoração.
A foto oficial publicada pela seleção da Espanha foi tirada exatamente no instante em que Trump e Infantino já estavam fora do enquadramento principal. Eles observavam a celebração de uma área adjacente, mas não apareciam no foco capturado pela câmera.
Imagens de agências de notícias internacionais confirmam a cronologia dos fatos. Registros mostram Trump e Infantino em uma posição próxima aos jogadores logo após a entrega do troféu e, em cliques subsequentes, já posicionados de forma mais distante.
O desmentido refuta legendas que circulavam na rede social X (antigo Twitter), que utilizavam tom de deboche para afirmar que o presidente havia sido "removido" por insistir em aparecer no registro ou por decisão da equipe espanhola.
A dinâmica do evento seguiu o protocolo de premiação, onde autoridades acompanham o momento inicial e se retiram para que o foco seja exclusivamente dos campeões e da equipe técnica.
A ausência de Trump na foto não é fruto de manipulação digital, mas sim do ponto de vista escolhido pelo fotógrafo no momento do disparo.
O episódio guarda semelhanças com outro evento recente envolvendo o presidente americano. No Mundial de Clubes de 2026, sediado nos Estados Unidos, também circularam alegações falsas de que o Chelsea teria editado uma foto para excluí-lo do pódio.
Naquela ocasião, o republicano também se recusou a deixar o palco imediatamente após a entrega do troféu, gerando confusão visual similar em registros fotográficos de diferentes ângulos.
Em ambos os casos, a análise das sequências de imagens prova que as alegações de edição de fotos são infundadas e baseadas em interpretações equivocadas de momentos distintos de uma mesma cerimônia.
O registro da seleção espanhola é um fato documental da comemoração, e a posição de Trump e Infantino é facilmente verificável através de outros ângulos de câmeras que cobriram o evento mundial.
O caso reforça a necessidade de verificar a procedência de imagens que circulam rapidamente em redes sociais, especialmente em eventos de grande impacto político e esportivo como a Copa do Mundo.
