EUA condicionam apoio financeiro à Argentina ao governo de Javier Milei manter-se à direita
Em discurso, embaixador americano afirma que investimentos de US$ 20 bilhões estão garantidos até 2027, mas futuro depende de postura política.
Por Redação Diário Local
O embaixador dos Estados Unidos na Argentina, Peter Lamelas, afirmou que a continuidade do suporte financeiro de Washington ao país após 2027 dependerá da direção política adotada pela nação. O diplomata declarou que os investimentos estão condicionados à manutenção de uma trajetória política à direita.
A declaração foi feita durante um discurso a líderes empresariais em Neuquén, nesta terça-feira (20). Segundo Lamelas, os Estados Unidos estão apoiando a gestão do presidente Javier Milei e o povo argentino, desde que o país não retroceda em suas atuais diretrizes.
Até o fim do próximo ano, está previsto um aporte de US$ 20 bilhões na economia argentina. O representante americano reforçou que o financiamento está garantido até 2027, mas que a manutenção do fluxo de recursos para além desse período dependerá do cenário político.
"Estamos prontos para continuar apoiando e financiando o projeto nos Estados Unidos para além de 2027, se a Argentina continuar avançando e nunca retrocedendo", afirmou o embaixador. Ele destacou que o apoio está vinculado ao movimento do país em direção à direita, e não à esquerda.
O posicionamento ocorre em um período de intensas movimentações políticas na Argentina. As próximas eleições presidenciais no país estão previstas para outubro de 2027, quando o governo terá que enfrentar um novo pleito para definir a continuidade de suas políticas.
Cenário eleitoral na Argentina
O quadro político argentino apresenta competitividade elevada para o próximo pleito. Uma pesquisa realizada em agosto indica um empate técnico entre o atual presidente e a oposição de esquerda.
Segundo o levantamento, em um eventual segundo turno, Javier Milei registraria 40,6% das intenções de voto. O adversário direto seria o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, que atingiria 39,6% dos votos.
O estudo ouviu 1.548 entrevistados e possui uma margem de erro de 2,4 pontos percentuais. Os dados apontam a proximidade entre os dois principais nomes para a disputa presidencial de 2027.
