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Oriente Médio

EUA realizam novos ataques contra o Irã e fluxo de petróleo em Ormuz cai pela metade

Ofensivas americanas completam cinco dias consecutivos; tráfego de petróleo bruto no estreito de Ormuz recuou de 9,4 milhões para 5,5 milhões de barris por dia

Por Davy Albuquerque

Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã nesta quinta-feira, marcando o quinto dia consecutivo de ofensivas militares na região. Segundo o Comando Central dos EUA, as ações começaram às 15h de Brasília e têm como objetivo degradar as capacidades militares iranianas, focando em alvos como radares e instalações de mísseis e drones.

A ofensiva ocorre em um cenário de forte escalada de hostilidades que já atingiu o setor de transportes marítimos. Recentemente, militares americanos informaram ter atingido um superpetroleiro de bandeira de Curaçao, sem carga, próximo ao terminal de exportação de petróleo na ilha de Kharg, após a embarcação ignorar múltiplos alertas de segurança.

Em resposta, o governo iraniano ameaçou interromper totalmente o fornecimento de combustíveis da região para todos os países. A Guarda Revolucionária e porta-vozes do exército afirmaram que o Estreito de Ormuz, via crucial para a energia global, permanecerá fechado caso as exigências de Teerã não sejam cumpridas, o que inclui a necessidade de autorização prévia para navios e o pagamento de tarifas.

Por que o tráfego de petróleo caiu?

O aumento das tensões provocou uma redução drástica no fluxo de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz. Segundo dados de rastreamento, a média móvel de sete dias caiu para cerca de 5,5 milhões de barris por dia até quarta-feira, contra os aproximadamente 9,4 milhões de barris registrados na semana anterior.

A desaceleração no tráfego comercial é impulsionada pela insegurança dos armadores diante de ameaças de minas, drones e mísseis. Dados mostram que o fluxo de embarcações ficou escasso, com a maioria das travessias limitadas a navios ligados ao Irã ou que possuem autorização de Teerã para utilizar a rota ao norte.

O Irã também sinalizou que pode solicitar aos aliados houthis, no Iêmen, o fechamento da rota petrolífera no Mar Vermelho caso a rede elétrica iraniana seja alvo de novos ataques. Paralelamente, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país não tem motivos para manter o compromisso com o acordo de paz interino assinado há cerca de um mês.

Impacto nos preços do petróleo

A instabilidade geopolítica gerou volatilidade nos mercados internacionais de energia. Nesta quinta-feira, o petróleo WTI recuou cerca de 1%, operando próximo a US$ 79 por barril, enquanto o Brent também caiu cerca de 1%, fechando perto de US$ 84.

Apesar da queda pontual registrada nesta quinta, os contratos de petróleo acumulam uma alta superior a 10% ao longo da última semana devido à retomada dos conflitos. O cenário de incerteza persiste enquanto os EUA mantêm o bloqueio a portos iranianos e o fim de isenções sobre sanções ao setor de petróleo.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.