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Trabalhadores americanos entram em quarentena no Quênia após exposição ao Ebola no Congo

Sete profissionais da Samaritan’s Purse cumprem isolamento em unidade de bioisolamento no Quênia após atuarem em áreas de surto no Congo.

Por Davy Albuquerque

Sete trabalhadores humanitários americanos que atuavam na República Democrática do Congo em combate ao surto de Ebola estão em quarentena em uma instalação de isolamento no Quênia. A medida ocorre após o governo dos Estados Unidos adotar novas restrições de viagem para o país.

Os profissionais são os primeiros a utilizar uma unidade de bioisolamento construída pelo governo dos EUA em uma base da Força Aérea no centro do Quênia. A estrutura é destinada a abrigar cidadãos americanos que possam ter sido expostos ao vírus no Congo ou em Uganda.

De acordo com o presidente da organização Samaritan’s Purse, Franklin Graham, os sete integrantes da equipe não apresentam sintomas da doença, mas foram colocados em quarentena por determinação das autoridades quenianas localmente.

Como funciona a nova regra de viagem

As novas regras adotadas pelo governo dos Estados Unidos determinam que cidadãos americanos que retornam da República Democrática do Congo, onde há um surto de Ebola, devem permanecer por 21 dias em um terceiro país antes de embarcarem para os Estados Unidos.

Um representante do Departamento de Estado dos EUA afirmou que o grupo, composto por americanos que atuaram na linha de frente da resposta ao vírus, se deslocou voluntariamente para a instalação no Quênia para fins de monitoramento preventivo e isolamento.

Informações indicam que parte dos profissionais trabalhava diretamente no atendimento a pacientes com Ebola em centros de tratamento da organização. Outros membros da equipe exerciam funções sem contato direto com os doentes, como atividades de construção.

Situação do monitoramento

Há um possível caso de exposição de alto risco entre os profissionais, e a saúde do grupo está sendo monitorada na unidade de bioisolamento, que possui capacidade para 50 leitos.

As autoridades do Quênia também estabeleceram restrições de circulação, não permitindo que os americanos deixem a instalação para viajar a outras regiões do território queniano durante o período de isolamento.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.