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Economia

Ministro da Fazenda descarta retaliação aos EUA e foca em medidas de reciprocidade

Dario Durigan afirmou que o governo brasileiro avalia o uso de medidas de reciprocidade após imposição de tarifas pela Casa Branca.

Por Davy Albuquerque

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo brasileiro não pretende adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos após a imposição de tarifas de 25% pela Casa Branca sobre produtos brasileiros. Segundo o ministro, o foco atual da pasta é avaliar a aplicação de medidas de reciprocidade, que seriam utilizadas no tempo e na medida considerados adequados.

Durigan declarou que a palavra "retaliação" está fora do escopo de trabalho do Ministério da Fazenda. Ele ressaltou que a estratégia de resposta deve seguir os trâmites de reciprocidade, conforme prevê a legislação nacional aprovada pelo Congresso Nacional.

O ministro destacou que o Congresso aprovou, por unanimidade, uma lei que protege os interesses nacionais. O texto oferece um procedimento próprio para o país utilizar em casos de ataques unilaterais praticados por outras nações, servindo como suporte para as medidas de reciprocidade.

Cenário político e econômico

Para o ministro, as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos possuem um forte elemento político-eleitoral. Durigan argumentou que, como o Brasil detém argumentos técnicos e de comércio favoráveis, a medida acaba assumindo um caráter de disputa política interna e externa.

O ministro da Fazenda reforçou que seu papel principal é garantir a estabilidade da economia brasileira. Ele afirmou que o governo busca manter um debate técnico para demonstrar que as tarifas são prejudiciais tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos.

Durigan também manifestou preocupação com o que chamou de "interferência cada vez mais à luz do dia" de Washington nas economias locais da região. Ele criticou o apoio de setores políticos brasileiros às medidas impostas pelos Estados Unidos, classificando a postura como uma afronta ao patriotismo.

Audiências comerciais nos EUA

O ministro mencionou os resultados das audiências públicas realizadas recentemente no escritório de comércio dos Estados Unidos. Segundo Durigan, das mais de 70 participações registradas no processo, 63 foram contrárias ao aumento das tarifas.

Apesar do volume de oposição registrado nas audiências, o ministro ressaltou que a postura americana foi de desconsiderar as defesas apresentadas. Os argumentos trazidos pelo governo brasileiro e pelo setor empresarial foram ignorados durante o processo de decisão da Casa Branca.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.