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Política

Pesquisa Real Time Big Data avalia impacto das tarifas dos EUA na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Levantamento do Real Time Big Data será divulgado na próxima terça-feira (21) e deve mostrar percepção do eleitorado sobre as novas taxas.

Por Davy Albuquerque

A nova pesquisa nacional Real Time Big Data, que será realizada entre os dias 18 e 20 de julho, deve captar o impacto eleitoral das tarifas de 25% anunciadas pelos Estados Unidos sobre o Brasil. O levantamento, que contará com 2 mil entrevistas, tem divulgação prevista para a próxima terça-feira (21).

O resultado do estudo funcionará como um termômetro para a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Atualmente, as campanhas travam um embate sobre a responsabilidade pelas novas taxas impostas pelo governo norte-americano.

A equipe de Flávio Bolsonaro tenta atribuir ao governo federal a culpa pelas tarifas. Em contrapartida, o Palácio do Planalto defende a soberania nacional e acusa aliados do senador de atuarem nos Estados Unidos contra o Brasil em benefício de interesses eleitorais.

Como a pesquisa tratará o tema das tarifas?

O questionário do instituto não trará uma pergunta direta sobre as tarifas dos EUA. No entanto, o objetivo é observar possíveis mudanças nos cenários de primeiro e segundo turnos, o que pode indicar como o eleitorado percebe a responsabilidade de cada pré-candidato pela ação dos Estados Unidos.

Em levantamento anterior, realizado pela Genial/Quaest antes do anúncio do tarifaço, 51% dos eleitores concordaram com Lula ao apontar o senador Flávio Bolsonaro como responsável por eventuais sanções. Naquela ocasião, 42% dos entrevistados disseram que uma decisão negativa dos EUA contra o Brasil aumentaria a disposição de votar em Lula.

Em outro estudo, o próprio Real Time Big Data, divulgado em 1º de junho, mostrou Lula à frente no segundo turno, com 45% das intenções de voto contra 40% de Flávio Bolsonaro. Na época, a disputa foi considerada equilibrada dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Quais outros temas serão avaliados?

Além da disputa eleitoral, a pesquisa abordará a percepção do eleitor sobre o fim do foro privilegiado para deputados e senadores, a reforma do Supremo Tribunal Federal (STF) e o fim da jornada de trabalho 6x1. Também será questionada a implementação do salário mínimo por hora trabalhada.

O roteiro inclui temas sensíveis como a castração química para quem cometer crimes sexuais e o acordo com os EUA para industrializar minerais críticos. O questionário também trata da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

A pesquisa foi devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09247/2026.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.