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Política

Ronaldo Caiado afirma que Marco Rubio virou cabo eleitoral de Lula após nova tarifa dos EUA

O pré-candidato à Presidência criticou declarações do secretário de Estado dos EUA e afirmou que sobretaxa penaliza brasileiros.

Por Davy Albuquerque

O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tornou-se um "cabo eleitoral" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (17/7), durante agenda em Santo Ângelo (RS), após Washington anunciar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Caiado criticou a postura de Rubio ao associar a sobretaxa a questões de convivência política entre os governos. Para o pré-candidato, ao dizer que está penalizando o país devido à postura de Lula, o secretário de Estado acaba ajudando a fortalecer a narrativa política do presidente brasileiro.

"Ao dizer que está penalizando o país porque não está tendo uma boa convivência com o presidente, ele está deixando de olhar para 215 milhões de brasileiros", declarou Caiado.

O que diz Marco Rubio sobre as negociações

A fala de Rubio foi publicada após o anúncio da nova tributação. O secretário de Estado norte-americano alegou que Lula "não negociou de boa-fé" e que o presidente brasileiro teria colocado o "próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro".

Apesar de criticar as falas de Rubio, Caiado também responsabilizou Lula pelo agravamento da crise comercial com os Estados Unidos. O pré-candidato afirmou que o presidente teria interesse político no confronto com Donald Trump para reforçar uma narrativa de defesa da soberania nacional.

Regras da nova tarifa dos Estados Unidos

A sobretaxa de 25% entra em vigor na próxima quarta-feira (22/7). A medida será aplicada além das alíquotas já existentes; por exemplo, um produto que paga 5% de imposto de importação pode passar a ser taxado em um total de 30%.

Existe uma regra de transição para mercadorias que já foram embarcadas antes do início da cobrança. Esses itens poderão ser isentos, desde que entrem nos Estados Unidos até o dia 29 de julho.

A lista de produtos excluídos da nova tarifa inclui aeronaves civis e componentes, café solúvel sem sabor, mel orgânico, ferro-gusa, alguns pescados, couros, peles, obras de arte, antiguidades, roupas usadas, resíduos com metais preciosos e certos produtos farmacêuticos.

Por outro lado, pedidos de isenção de setores como aço, açúcar orgânico, calçados, papel, máquinas agrícolas e equipamentos elétricos foram rejeitados pelos Estados Unidos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.