Federação Belga nega apoio à reeleição de Gianni Infantino na Fifa e cita falta de transparência
A Real Associação Belga de Futebol justificou a decisão com críticas à governança da entidade e o episódio do jogador Folarin Balogun.
Por Redação Diário Local
A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) anunciou oficialmente que não apoiará a candidatura de Gianni Infantino à reeleição na presidência da Fifa. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (7), fundamenta-se em críticas à falta de transparência da entidade e a episódios polêmicos de governança durante a última Copa do Mundo.
Em nota oficial, a federação belga apontou a necessidade de maior rigor e clareza nos processos da organização. Entre as principais críticas, a RBFA destacou a ausência de justificativas adequadas em decisões relacionadas ao projeto 'FIFA Forward Enterprise'.
Outro ponto central de insatisfação da Bélgica é o chamado 'caso Balogun', ocorrido durante a Copa do Mundo de 2026. O atacante da seleção dos Estados Unidos recebeu um cartão vermelho, mas a expulsão foi anulada pela Fifa após um pedido de Donald Trump.
A anulação permitiu que o jogador enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final da competição. Na ocasião, a seleção belga venceu o confronto por 4 a 1, mas a federação ressaltou que as motivações para a revisão da punição permanecem sem respostas claras.
A RBFA também manifestou oposição à tentativa de Infantino de implementar um modelo de gestão que a entidade comparou a uma 'SAF da Fifa'. Para a federação, tais movimentações ferem os princípios de boa governança e a credibilidade do futebol internacional.
Quem também se opõe a Infantino?
Com o posicionamento da Bélgica, o grupo de federações que não declara apoio à continuidade de Gianni Infantino cresce. A Suécia, a Escócia e a Itália também já haviam se posicionado de forma contrária à atual gestão da Fifa.
Apesar das contestações e das críticas ao modelo de administração, o cenário eleitoral segue sem concorrência direta. Gianni Infantino permanece como o único candidato registrado para o próximo mandato na presidência da entidade máxima do futebol.
Devido à ausência de outros nomes no pleito, a tendência é que o atual dirigente seja reeleito para o cargo. O movimento das federações europeias foca, portanto, na cobrança por salvaguardas e processos mais transparentes para o futuro do esporte.
