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Guarda Revolucionária do Irã afirma ter atacado bases militares dos EUA no Bahrein, Kuwait e Jordânia

Operação de retaliação iraniana atingiu bases militares e causou incêndios em depósitos na Jordânia, segundo comunicado oficial.

Por Davy Albuquerque

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta segunda-feira (13) que realizou uma operação de retaliação contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. O grupo declarou que as ofensivas são uma resposta a ataques realizados pelos americanos contra alvos iranianos.

De acordo com o comunicado oficial da instituição, a base de Sheikh Isa, situada no Bahrein, foi atingida durante a segunda fase da ofensiva. No Kuwait, os ataques concentraram-se em bases militares das forças dos Estados Unidos.

Na Jordânia, o uso de mísseis e drones teria provocado incêndios em tanques de combustível e depósitos de munição na base aérea Prince Hassan. Em decorrência dos ataques, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas no país.

Segundo informações do governo do Bahrein, o país soou o alerta de mísseis pela segunda vez desde o início da retaliação iraniana. O evento ocorre em um cenário de escalada de tensão envolvendo as forças militares na região.

Tensões no Estreito de Ormuz

A ofensiva acontece em meio ao aumento de instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A Marinha da Guarda Revolucionária informou que realizou uma ação na noite anterior contra dois navios na região.

Segundo as autoridades iranianas, as embarcações envolvidas na ação colocavam em risco a navegação no estreito. O grupo alegou que a intervenção foi necessária para garantir a segurança marítima no local.

A Guarda Revolucionária reiterou que a operação de retaliação contra as bases militares americanas e as ações no estreito têm continuidade. A instituição mantém o posicionamento de resposta aos ataques sofridos.

O cenário de conflito direto nas bases do Oriente Médio eleva a preocupação sobre a segurança das rotas de suprimento de energia. As movimentações militares acompanham o período de resposta do Irã aos ataques americanos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.