Diário Local
Saúde

Condição física e histórico de lesões determinam longevidade de atletas no futebol, dizem especialistas

Especialistas apontam que o desempenho no futebol depende mais da capacidade de recuperação e do cuidado com a saúde do que da idade cronológica.

Por Davy Albuquerque

A permanência de jogadores de futebol em alto nível depende mais da condição física, da capacidade de recuperação e do histórico de lesões do que da idade cronológica, afirmam especialistas. Embora o envelhecimento provoque mudanças no organismo, não há um limite fixo de idade para o encerramento da carreira profissional.

De acordo com a ciência, o auge físico de atletas costuma ocorrer entre os 25 e os 27 anos. No entanto, avanços na medicina esportiva, na preparação física e na nutrição têm permitido que muitos jogadores prolonguem a carreira sem perder a competitividade.

Fatores como experiência, inteligência tática e a adaptação dos treinamentos também ajudam a compensar as mudanças naturais decorrentes do passar dos anos, permitindo que atletas sigam atuando mesmo após os 35 anos.

Como o envelhecimento impacta o atleta?

Com o passar do tempo, o organismo sofre alterações que afetam diretamente o rendimento esportivo. Entre as mudanças estão a redução da massa muscular e a diminuição das fibras responsáveis por movimentos explosivos.

Além disso, o atleta pode apresentar uma recuperação mais lenta após esforços intensos e maior predisposição a dores e lesões. Essas mudanças exigem um planejamento rigoroso que inclui acompanhamento médico, alimentação equilibrada, sono de qualidade e estratégias de prevenção.

O médico do esporte Pablius Braga, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, afirma que a longevidade depende da forma como o atleta adapta a preparação ao longo da trajetória. Segundo ele, a partir de determinada fase, o objetivo deve ser adequar o treinamento para manter a resistência e a força compatíveis com a temporada.

O peso das lesões na carreira

Embora a idade seja um fator fisiológico, especialistas destacam que ela raramente é o principal motivo para o fim da atividade profissional. Na prática, o que costuma limitar a permanência no esporte é o acúmulo de lesões e a perda da capacidade de suportar o ritmo intenso das competições.

O ortopedista Marco Aurélio, do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, ressalta que não existe uma idade específica para encerrar a carreira. Para ele, a longevidade é reflexo dos cuidados adotados pelo atleta durante toda a sua trajetória.

Atletas que mantêm boa preparação física, alimentação adequada e regularidade no sono tendem a prolongar a carreira. Por outro lado, lesões musculares frequentes e dores persistentes costumam indicar que o desgaste físico está comprometendo o desempenho competitivo.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.