Ave maria-leque aciona crista colorida que lembra fantasia de Carnaval para cortejo
Espécie nativa do Brasil possui crista vibrante que é acionada em momentos de reprodução, disputas ou ameaças
Por Davy Albuquerque
A ave maria-leque é uma das espécies curiosas da fauna brasileira e possui um atributo chamativo: uma crista na cabeça que, quando acionada, lembra um leque ou uma fantasia de Carnaval. O animal utiliza esse recurso em momentos específicos, como durante o cortejo para reprodução, em disputas por território ou quando se sente ameaçado.
A crista apresenta cores vibrantes, que variam entre o vermelho, o laranja e o amarelo, podendo apresentar pontas azuladas ou negras. Em situações normais, o leque permanece abaixado.
Onde encontrar a ave maria-leque?
No Brasil, existem duas espécies principais de maria-leque: a maria-leque-do-sudeste (Onychorhynchus swainsoni) e a maria-leque amazônica (Onychorhynchus coronatus). Os exemplares podem ser encontrados principalmente na Mata Atlântica, abrangendo áreas do sul da Bahia e do Rio Grande do Sul, além de regiões no Paraguai e na Argentina.
A observação da ave é considerada difícil devido ao seu comportamento discreto. Os animais costumam habitar o interior de florestas bem conservadas, especialmente em locais próximos a cursos d’água.
Papel ecológico e dieta
A dieta da maria-leque é composta por pequenos insetos, como moscas, besouros, mariposas e outros artrópodes. Esse hábito alimenta um importante papel ecológico, pois a ave auxilia no controle natural de populações de insetos, ajudando a manter o equilíbrio dos ecossistemas.
Além disso, a presença da espécie em uma área serve como um indicativo de que o ambiente está bem preservado. Isso ocorre porque a ave depende de florestas densas e com altos índices de conservação para suprir suas necessidades básicas.
Situação de conservação
O status de preservação varia entre as duas espécies brasileiras. A maria-leque amazônica é classificada pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como "pouco preocupante", devido à sua ampla distribuição geográfica.
Por outro lado, a maria-leque-do-sudeste está categorizada pela IUCN como "em perigo de extinção". Esse cenário está relacionado à fragmentação da Mata Atlântica, provocada pelo desmatamento. Para garantir a sobrevivência do animal, especialistas apontam a necessidade de proteger o habitat natural e fortalecer programas de conservação que ofereçam abrigo, alimento e locais seguros para reprodução.
