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Javier Milei critica política fiscal de Lula e prevê crise de dívida no Brasil

Em evento em São Paulo, presidente da Argentina afirmou que o Brasil caminha para uma crise de dívida devido à falta de ajuste fiscal.

Por Redação Diário Local

O presidente da Argentina, Javier Milei, criticou a política fiscal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o Brasil caminha para uma crise de dívida. As declarações ocorreram neste sábado (25) durante uma convenção partidária na Arena Pacaembu, na zona oeste de São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto.

Em discurso, Milei argumentou que o cenário de endividamento brasileiro é resultado da falta de um ajuste fiscal necessário. O líder argentino declarou que o "esbanjamento" terá consequências e sugeriu que o atual governo poderá sofrer derrotas nas urnas em outubro.

Antes de participar da convenção, o presidente argentino cumpriu agenda oficial na capital paulista. Milei participou de uma reunião reservada na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, para conversar com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro.

O encontro no Palácio dos Bandeirantes também contou com a presença do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Durante a programação, Milei foi condecorado com a Ordem do Ipiranga, principal honraria do governo do estado de São Paulo, em uma cerimônia que teve músicas de Elvis Presley como trilha sonora.

Comparativo da dívida pública

Dados do Banco Central mostram que a dívida bruta do governo geral no Brasil subiu desde o início do terceiro mandato de Lula. Em 1º de janeiro de 2023, o indicador era de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 7,22 trilhões. O índice mais recente, de maio de 2026, atingiu 81,1% do PIB.

Na Argentina, o cenário de endividamento era superior quando Javier Milei assumiu a Presidência, em 10 de dezembro de 2023. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública bruta argentina estava entre 154% e 155% do PIB naquele período. O organismo projeta que o índice do país vizinho encerre 2026 em 70,4% do PIB.

Relação comercial entre Brasil e Argentina

A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. No primeiro semestre deste ano, a corrente de comércio entre as duas nações somou US$ 13,75 bilhões.

O Brasil exportou US$ 7,35 bilhões para o mercado argentino, com foco em produtos manufaturados, como veículos, autopeças e bens de capital. Já as importações brasileiras somaram US$ 6,40 bilhões, compostas principalmente por trigo, automóveis e produtos agrícolas, gerando um superávit comercial de US$ 950 milhões para o Brasil.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.