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Clima

NASA alerta que atual El Niño pode ser mais intenso que fenômenos históricos

Análise de 35 anos de dados de satélite indica que o fenômeno atual tem distribuição única de calor e impacto geográfico distinto.

Por Redação Diário Local

Uma análise da NASA alerta que o fenômeno El Niño atual pode superar a intensidade dos ciclos registrados entre 1997 e 1998 e entre 2015 e 2016. O estudo utiliza um levantamento de 35 anos de dados de satélite sobre o nível e a temperatura do mar para traçar o cenário climático.

De acordo com os pesquisadores, embora o fenômeno atual compartilhe a alta magnitude com os episódios históricos, ele apresenta uma distribuição de calor e uma resposta atmosférica únicas. Essa particularidade é considerada um fator crítico para o clima global.

Essa diferença na distribuição térmica altera a localização geográfica de eventos climáticos extremos. O padrão atual impacta diretamente onde ocorrerão secas, chuvas intensas e inundações em diversas partes do planeta.

O monitoramento foi realizado por meio de dados de altimetria oceânica, conforme detalhado pelo NASA Earth Observatory. A técnica permite identificar anomalias na superfície do mar, que funcionam como um indicador direto do acúmulo de calor.

O processo físico baseia-se no fato de que a água se expande à medida que sua temperatura se eleva. Assim, a medição da variação do nível do mar ajuda a mensurar o aquecimento dos oceanos.

Como a NASA mediu a intensidade do fenômeno?

Para garantir a precisão das análises, os cientistas precisaram isolar dados de tendências de longo prazo e variações sazonais. O objetivo foi obter uma leitura pura do impacto do El Niño.

A equipe utilizou informações integradas de diferentes missões de satélites. Entre os equipamentos que forneceram os dados estão as missões TOPEX/Poseidon, Jason-2 e Sentinel-6.

A continuidade dessas observações é um dos pilares da confiança nos resultados apresentados. A tecnologia permite um acompanhamento histórico sem interrupções significativas de dados.

Josh Willis, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, destacou a importância da continuidade do registro. Ele explicou que o aspecto singular da altimetria é a disponibilidade de um histórico de três décadas e meia.

Willis ressaltou que os satélites utilizados realizam trajetórias quase idênticas sobre a Terra. Isso permite que cada nova missão se sobreponha à anterior, mantendo o padrão de medição.

Essa sobreposição técnica é o que permite aos especialistas comparar o fenômeno atual com os eventos de décadas passadas de forma rigorosa.

O estudo reforça a complexidade do fenômeno em 2026, que apresenta respostas atmosféricas distintas dos anos de 1997 e 2015.

A análise integrada de satélites permanece como a principal ferramenta para prever o deslocamento de massas de ar e a intensidade das tempestades e secas globais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.