Dois navios explodem no Estreito de Ormuz após ignorarem avisos de rota insegura, diz Irã
Guarda Revolucionária do Irã afirma que embarcações tentaram atravessar rota insegura com apoio dos EUA; não há dados de vítimas.
Por Davy Albuquerque
Dois navios explodiram após se envolverem em um acidente no Estreito de Ormuz neste domingo (19), após tentarem atravessar uma rota considerada insegura, informou a Guarda Revolucionária do Irã. De acordo com o grupo, as embarcações teriam ignorado avisos de segurança e agido com o apoio dos Estados Unidos.
A Guarda Revolucionária afirmou ainda que outras duas embarcações abandonaram a rota mencionada após o ocorrido. Em comunicado, o grupo alertou que o estreito não oferece segurança para a passagem de petróleo, gás e petroquímicos enquanto houver atuação dos EUA na região.
Até o momento, não há informações confirmadas sobre o número de vítimas entre as tripulações dos navios envolvidos na explosão. O Estreito de Ormuz é considerado um ponto estratégico para a economia global, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
O incidente ocorre em meio a um cenário de crescente escalada militar entre Teerã e Washington. A tensão entre os dois países se intensificou após o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado entre as nações em junho.
No sábado (18), o Irã anunciou a suspensão dos compromissos assumidos pelos termos do cessar-fogo de junho. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou nas redes sociais que os Estados Unidos descumpriram compromissos de paz estabelecidos durante o conflito no Oriente Médio.
Khamenei criticou a credibilidade da gestão americana, afirmando que a assinatura de um presidente dos Estados Unidos não possui valor no contexto das violações de compromissos. A decisão de Teerã de suspender o acordo segue o anúncio feito no mesmo sábado (18).
Em resposta à situação, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) comunicou uma nova onda de ataques no Irã, o que marca a nona noite consecutiva de ofensivas. A ação é descrita como uma retaliação à morte de três militares americanos durante o conflito.
O presidente Donald Trump confirmou o caráter retaliatório dos ataques ao retornar a Washington. Ele declarou a jornalistas que as forças americanas atingiram o país com força em homenagem aos militares mortos no contexto da guerra.
