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ONU critica exclusão de partido de oposição russa de eleições legislativas

Escritório de direitos humanos da ONU manifestou alarme com a exclusão do Yabloko de pleito previsto para setembro na Rússia

Por Redação Diário Local

O Escritório do Alto Comissário da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) criticou a decisão da Justiça da Rússia de impedir a participação do partido Yabloko nas próximas eleições legislativas do país. O órgão da ONU manifestou preocupação com a exclusão da sigla de oposição do pleito, que está previsto para ocorrer em setembro.

O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira (19), estar "alarmado" com o impedimento do partido. O Yabloko é conhecido por seu posicionamento contrário à guerra na Ucrânia.

A exclusão da sigla foi confirmada pelo Supremo Tribunal da Rússia no início desta semana (17). A decisão judicial barra a participação do grupo no processo eleitoral que definirá a composição do Legislativo russo.

Para justificar a medida, o governo de Vladimir Putin apontou a existência de irregularidades e um suposto financiamento ilegal de origem estrangeira na campanha eleitoral do partido. O governo russo utiliza essas alegações como fundamento para barrar o grupo.

O Yabloko, no entanto, nega as acusações apresentadas pelas autoridades russas. A legenda classifica o impedimento como um ato de censura e uma forma de perseguição política contra os movimentos de oposição no país.

Além do bloqueio eleitoral, o ACNUDH também manifestou críticas em relação à ordem de prisão contra Lev Shlosberg, que é integrante do Yabloko. O político é um opositor de Vladimir Putin e enfrenta sanções judiciais no país.

Shlosberg foi condenado a 11 anos e um mês de detenção. A sentença é decorrente de uma acusação de difamar as Forças Armadas da Rússia por meio de publicações realizadas em redes sociais durante o conflito na Ucrânia.

O cenário de restrições à oposição ocorre em meio ao prolongamento das atividades militares russas no território ucraniano. O caso do Yabloko reforça a tensão entre o governo e grupos que questionam a condução da guerra.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.