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Ativista canadense que resgatava animais é morto em bombardeio na Ucrânia

Jesse Adams estava em um carro com animais resgatados quando o veículo foi atingido por um drone em Kramatorsk, no domingo (25).

Por Redação Diário Local

O ativista canadense Jesse Adams morreu após um bombardeio de drone na cidade de Kramatorsk, na Ucrânia, enquanto realizava o resgate de animais na região. O incidente ocorreu no domingo (25), quando o veículo utilizado pelo ativista foi atingido no para-brisa.

De acordo com informações da ONG Animal Rescue Kharkiv, Adams transportava diversos animais resgatados no momento do ataque. O impacto causou ferimentos graves ao canadense, que foi encaminhado ao hospital e passou por uma cirurgia.

Apesar dos esforços médicos, o ativista não sobreviveu aos ferimentos. A morte do voluntário foi confirmada pela organização em uma nota publicada nesta quarta-feira (28).

Atuação na zona de conflito

A Animal Rescue Kharkiv destacou que Jesse Adams integrou a equipe de resgatistas da organização e atuava na linha de frente. O trabalho consistia em viajar para localidades em áreas de combate para prestar auxílio tanto a animais quanto a pessoas.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a ONG afirmou que, graças ao trabalho do canadense, diversos animais na Ucrânia foram salvos. A instituição descreveu Adams como uma pessoa gentil, compassiva e extraordinária.

O ativista era conhecido pelo empenho em atravessar o mundo para dedicar-se à causa. Segundo a organização, o trabalho realizado por ele foi fundamental para o suporte às populações em situação de vulnerabilidade no país.

Histórico e motivação

Jesse Adams era o fundador da organização RainCoast Dog Rescue Society, localizada no Canadá. Ele já havia registrado, em vídeos publicados recentemente, as operações de resgate que realizava em regiões de conflito.

Em um dos registros, o ativista explicou que a equipe assumia grandes riscos devido à necessidade desesperada de ajuda das pessoas e dos animais locais. Adams afirmou que a motivação para o trabalho era o desejo de que o mesmo socorro fosse oferecido a qualquer pessoa em situação de necessidade.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.