Líderes do PL no Congresso declaram apoio ao senador Flávio Bolsonaro após ida para os EUA
Senadores Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho publicaram nota de solidariedade ao senador Flávio Bolsonaro e sua família.
Por Redação Diário Local
Líderes do Partido Liberal (PL) no Congresso Nacional publicaram uma nota nesta quarta-feira (28) manifestando apoio e solidariedade ao senador Flávio Bolsonaro e aos seus familiares. O comunicado ocorre após o parlamentar embarcar para os Estados Unidos, após questionar o resultado das eleições presidenciais disputadas no último domingo (26).
Na nota, os senadores Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho afirmaram que o senador e sua família "não estão sozinhos" e que a sigla honrará a confiança depositada no partido. O grupo declarou ainda que as bancadas do PL na Câmara dos Deputados e no Senado Federal permanecem unidas em defesa da democracia e da liberdade.
A movimentação ocorre em meio a um cenário de contestação do resultado eleitoral. Em carta divulgada após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro se apresentou como "líder do Brasil", embora não tenha apresentado provas para questionar o pleito.
Ao ser questionado sobre o assunto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, preferiu não se manifestar sobre o apoio ao senador. "Não vou comentar. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país, mas não vou me envolver", declarou o líder americano.
Trajetória da viagem
De acordo com informações do governo argentino, Flávio Bolsonaro entrou na Argentina na noite de terça-feira (27), às 22h50, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú. Na ocasião, o senador utilizou um passaporte italiano para cruzar a fronteira.
Após entrar em território argentino, o parlamentar embarcou em um jatinho com destino a Guayaquil, no Equador. No país sul-americano, ele decolou às 6h22 (horário de Brasília) rumo ao aeroporto Opa Locka, no condado de Miami-Dade, nos Estados Unidos, onde desembarcou nesta quinta-feira (29), às 10h24.
Documentos de imigração apontam que a entrada nos Estados Unidos foi realizada por meio de uma autorização comumente concedida a imigrantes por razões humanitárias. O senador teve os passaportes cancelados por decisão do ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Polícia Federal (PF), que alegava risco de fuga no âmbito de investigações em curso.
Segundo a Polícia Federal, o senador descumpriu a determinação judicial ao não entregar os documentos no prazo estabelecido para as investigações às quais responde.
