Rússia condena brasileiro a 14 anos de prisão por lutar ao lado da Ucrânia
Justiça russa condenou Dionas Rocembach Martins, de 35 anos, por atuar como mercenário em conflito no Leste Europeu
Por Redação Diário Local
A Justiça da Rússia condenou o brasileiro Dionas Rocembach Martins, de 35 anos, a 14 anos de prisão. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (6) pelo Comitê de Investigação da Federação Russa sob a acusação de que o homem atuou como "mercenário" durante o conflito no Leste Europeu ao lado da Ucrânia.
De acordo com o Comitê de Investigação, Martins chegou ao território ucraniano em 2023 para se juntar às tropas do país. Ele teria sido integrado à Legião Internacional para a Defesa da Ucrânia, unidade formada no início do conflito para recrutar estrangeiros que lutassem ao lado das forças ucranianas.
A condenação foi proferida pelo Tribunal Supremo da República Popular de Donetsk, região ucraniana que está sob ocupação russa. O julgamento ocorreu à revelia, o que significa que o brasileiro não estava presente durante o processo judicial.
Embora o governo ucraniano integre os estrangeiros que lutam em seu território como parte das Forças Armadas, o Kremlin sustenta a acusação de mercenarismo. Para a Rússia, a atuação de Martins se enquadra na categoria de pessoas que participam de guerras com o objetivo de obter ganhos financeiros.
A investigação russa detalha que a participação do brasileiro visava o combate no campo de batalha, mas a classificação jurídica imposta pela Rússia foca na natureza financeira da suposta atividade.
Até o momento, o paradeiro de Dionas Rocembach Martins é desconhecido. Devido à sentença de prisão aplicada pela justiça russa, ele foi incluído na lista de procurados internacionais do país.
O caso ocorre em meio à continuidade das operações militares na região. O uso da Legião Internacional tem sido um ponto de controvérsia jurídica entre as partes envolvidas no conflito.
A condenação reforça a postura do governo russo em processar combatentes estrangeiros que atuam na região ocupada. A ausência do réu impede, no momento, qualquer recurso imediato ou defesa direta perante o tribunal de Donetsk.
