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Colômbia

Terremoto na Colômbia deixa 265 mortos e milhares de desaparecidos após abalo de magnitude 7,4

Abalo sísmico de magnitude 7,4 causou destruição em 388 municípios e deixa pessoas presas entre escombros em busca de socorro.

Por Redação Diário Local

O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10) deixou 265 mortos e milhares de pessoas desaparecidas. O abalo sísmico, considerado de grandes proporções, causou danos em 388 municípios e gerou um cenário de emergência para a busca de sobreviventes presas sob escombros.

A diretora-executiva da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) na Colômbia, María Inés Espinosa Calle, descreveu o momento como uma fase de socorro crítico. Segundo a representante, as chances de encontrar sobreviventes diminuem conforme o tempo passa, e há uma necessidade urgente de itens como água, alimentos, cobertores e barracas para abrigar famílias que tiveram suas casas atingidas.

O que se sabe sobre os danos e vítimas?

De acordo com os dados registrados, a tragédia afetou 11.132 famílias e deixou 2.774 pessoas feridas. A destruição material é extensa: foram registradas 20.557 casas danificadas, 3.715 destruídas e 64 prédios desabados. Além disso, 1.087 escolas foram impactadas pelo tremor.

O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, informou que 496 pessoas seguem desaparecidas. No entanto, uma plataforma organizada pela sociedade civil, o site Colômbia te Busca, indica que o número de pessoas com paradeiro desconhecido pode ultrapassar 4,1 mil.

Impacto do tremor e réplicas

O epicentro do terremoto foi localizado na cidade de San José del Palmar, no departamento de Chocó. O Serviço Geológico Colombiano (SGC) classificou o evento como o mais forte ocorrido no país nos últimos dez anos. O abalo principal foi seguido por mais de 130 réplicas sísmicas.

O tremor afetou grande parte do território, com impactos severos em cidades como Manizales, Pereira, Cali, Quibdó, Bogotá e Medellín, concentradas majoritariamente na região oeste. O evento também foi sentido em países vizinhos, como Panamá, Venezuela e Equador, além do Brasil.

Ajuda internacional e cooperação

Diversas nações anunciaram o envio de ajuda humanitária, incluindo Brasil, Peru e México. A União Europeia (UE) destinou 2,1 milhões de euros (aproximadamente R$ 11 milhões) para o auxílio às vítimas, enquanto o Vaticano enviou 100 mil euros.

O governo colombiano buscou cooperação específica com os Estados Unidos, El Salvador, Israel e Equador. O diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (UNGRD) afirmou que a escolha desses parceiros não teve motivação política ou ideológica, mas sim foco no trabalho de busca e resgate.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.