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Trump analisa opções para intensificar operações militares contra o Irã e reduzir controle no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos discute cenários para pressionar Teerã a ceder em exigências sobre o programa nuclear e o tráfego marítimo.

Por Davy Albuquerque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia opções para ampliar as operações militares no Irã com o objetivo de reduzir o controle de Teerã sobre o Estreito de Ormuz. As alternativas foram discutidas em reunião na Sala de Situação da Casa Branca.

Trump tem manifestado a intenção de intensificar os ataques contra o Irã, podendo atingir alvos relacionados ao setor de energia e infraestrutura civil. O movimento ocorre após tentativas anteriores de pressão não conseguirem fazer o governo iraniano recuar em relação às exigências americanas.

Nos últimos cinco dias, os Estados Unidos realizaram ataques diários em posições iranianas ao longo do estreito. Na última quarta-feira, ocorreu um bombardeio na ilha de Grande Tunb, que funciona como base para as forças militares do Irã. O objetivo das ações é diminuir a capacidade iraniana de impedir a passagem de navios comerciais pela hidrovia.

Quais são os novos alvos em avaliação?

De acordo com informações sobre as discussões do governo, Trump considera uma operação para tomar a ilha de Kharg, que é o principal centro de exportação de petróleo do Irã. Além disso, há o planejamento de bombardear complexos subterrâneos na montanha Pickaxe, que são tidos como locais ligados ao programa nuclear iraniano.

O presidente confirmou o interesse nesses alvos, mas sinalizou que uma possível operação terrestre para a captura de Kharg poderia ser executada por outro país. Em declaração recente, ele mencionou que haveria outras pessoas responsáveis por conduzir uma campanha terrestre.

A postura de Trump reflete uma crescente frustração com a resistência do Irã em ceder sobre o programa nuclear e a continuidade das restrições ao tráfego marítimo no estreito. Durante evento na Pensilvânia, o presidente afirmou que o país deseja um acordo, mas que as medidas de pressão continuarão.

A visão do governo sobre o conflito

O debate sobre o uso da força divide opiniões dentro da administração americana. O vice-presidente JD Vance, que atua como principal negociador com o Irã, defendeu a necessidade de diálogo para resolver o problema.

Vance argumentou que, embora ataques possam destruir radares, drones e mísseis, o uso exclusivo da força militar não é suficiente para vencer a disputa, dado que ataques a navios no estreito continuam sendo uma tática viável pelo Irã.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.