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Trump avalia autorizar Síria a combater Hezbollah no Líbano para substituir Israel

Presidente dos EUA sugere que forças sírias podem ser mais precisas que o exército de Israel em operações contra o grupo no Líbano

Por Davy Albuquerque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera dar autorização para que a Síria atue no combate ao Hezbollah no Líbano. A ideia seria substituir a atuação das Forças de Defesa de Israel (FDI) na região.

A declaração foi feita em entrevista nesta quarta-feira (15/7). Trump defendeu que o comando sírio poderia ser mais preciso em operações militares, evitando o que classificou como o impacto severo sobre prédios e civis causado pelas ações israelenses.

Como funcionaria a proposta de Trump?

Segundo o líder norte-americano, forças sírias poderiam lidar com o Hezbollah de uma maneira diferente, sem a necessidade de destruição de grandes estruturas físicas. Trump manifestou o pensamento de dar um “sinal verde” para que o governo de Ahmed al-Sharaa assumisse esse papel de combate.

A proposta de envolver a Síria no conflito não é inédita. Durante a cúpula do G7 na França, Trump já havia sugerido que a Síria poderia ser uma solução para o impasse, caso as operações de Israel não conseguissem atingir seus objetivos sem causar danos colaterais amplos.

Quem é o atual presidente da Síria?

Ahmed al-Sharaa assumiu a presidência da Síria em dezembro de 2024, após uma ofensiva de grupos paramilitares derrubar o governo de Bashar al-Assad. O atual mandatário liderou o grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que se apresenta como uma organização pragmática.

Historicamente, al-Sharaa teve ligações com grupos como Al-Qaeda e o Estado Islâmico (ISIS) no passado, mas rompeu com essas organizações para formar o HTS. Ao assumir o poder, ele prometeu um governo com menor nível de truculência do que o regime anterior.

O impasse no Líbano

A discussão ocorre enquanto autoridades de Israel e do Líbano tentam retomar negociações em Roma para implementar um acordo assinado em 26 de junho. O tratado prevê o desarmamento do Hezbollah e o recuo das tropas israelenses do sul do Líbano.

O Hezbollah, grupo que possui forte presença política e social no Líbano, não participa das conversas e rejeita o acordo, afirmando que não se desarmará.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.