Trump afirma que EUA controlarão o Estreito de Ormuz e devem receber reembolsos financeiros
Presidente americano diz que os Estados Unidos atuarão como guardiões da rota marítima e não devem manter a segurança de graça para outras nações.
Por Davy Albuquerque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13/7) que o governo americano pretende controlar o Estreito de Ormuz e deve ser reembolsado financeiramente pela administração e proteção do canal. A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões militares entre Washington e Teerã.
Em entrevista à emissora americana Fox, Trump disse que os Estados Unidos atuarão como os "guardiões" do estreito. O republicano argumentou que as outras nações não podem esperar que o país mantenha a rota aberta de graça, alegando que os EUA protegem a região há mais de 50 anos sem receber por isso.
"Nós protegemos o estreito por mais de 50 anos, e nunca fomos pagos por isso. Eles fizeram todo o dinheiro. Nós protegemos por nada, agora seremos pagos", declarou o presidente durante a entrevista.
A fala de Trump surge em um cenário de versões divergentes entre os dois países sobre a situação da rota. No último final de semana, o Irã afirmou que fechou o estreito para a navegação, enquanto os Estados Unidos alegam que suas forças militares garantem a passagem segura de embarcações pelo local.
A escalada de conflitos foi intensificada após a decisão de Trump, na última quarta-feira (8/7), de encerrar o memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã em junho. O acordo previa um cessar-fogo provisório e negociações para um pacto de paz permanente entre as nações.
Os Estados Unidos justificaram o fim do memorando alegando que o Irã atacou embarcações comerciais no canal. Em contrapartida, o governo iraniano nega as acusações e sustenta que os Estados Unidos é que violaram os compromissos assumidos durante as negociações.
O Estreito de Ormuz é a principal rota de comércio petrolífero do Oriente Médio, por onde circula 20% de todo o petróleo mundial. A estabilidade do trecho é considerada vital para o abastecimento global e para o equilíbrio dos preços do mercado internacional.
A navegação no estreito já havia sido comprometida em fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Apesar de uma tentativa de reabertura após um acordo preliminar, a recente troca de ataques entre os dois países voltou a colocar em risco o fluxo de navios na região.
