Donald Trump planeja indicar Gianni Infantino para o cargo de secretário-geral da ONU
O presidente dos Estados Unidos avalia o presidente da Fifa para suceder António Guterres no comando da organização em 2027.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende indicar o dirigente da Fifa, Gianni Infantino, para ocupar o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A intenção foi divulgada nesta terça-feira (21).
A proximidade entre os dois líderes se consolidou durante a Copa do Mundo de 2026, realizada em solo norte-americano. Em dezembro de 2025, Infantino entregou o primeiro Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, reforçando o vínculo entre ambos.
Fontes próximas ao presidente afirmam que Trump vê em Infantino uma figura respeitada globalmente, com habilidade especial para unir pessoas. Até o momento, não há confirmação se o dirigente da Fifa tem interesse no posto ou se houve conversas diretas sobre a proposta.
A sucessão na ONU está prevista para ocorrer ainda em 2026, visando substituir o atual secretário-geral, o português António Guterres, que deixa o cargo ao final de dezembro. O novo ocupante da função deve iniciar o mandato em 1º de janeiro de 2027.
Para assumir o posto, o indicado precisa primeiro obter o apoio do Conselho de Segurança, que é composto por 15 membros. O colegiado conta com cinco membros permanentes que possuem direito a veto, e a escolha deve ser posteriormente confirmada pela Assembleia Geral da organização.
Como funciona a sucessão na ONU?
O processo de escolha é rigoroso e depende do consenso de grandes potências. Após a aprovação no Conselho de Segurança, a Assembleia Geral atua como o órgão que valida a nomeação para o período subsequente.
A movimentação de Trump ocorre em um contexto de distanciamento entre a Casa Branca e o organismo internacional. O presidente norte-americano tem criticado a atuação da ONU na mediação de conflitos mundiais e, no último ano, criou um Conselho da Paz liderado pelos Estados Unidos.
Desde o seu retorno ao governo, Trump interrompeu o envio de contribuições financeiras dos Estados Unidos para a organização. Além disso, o país retirou seu envolvimento de agências ligadas à ONU, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Unesco e o Conselho de Direitos Humanos.
A possível indicação de Infantino é interpretada como um movimento que pode influenciar o relacionamento diplomático entre os Estados Unidos e a liderança do órgão internacional.
