Donald Trump demonstra irritação com Benjamin Netanyahu antes de reunião sobre Irã na Casa Branca
O presidente dos EUA reclamou que detalhes sobre a situação nuclear do Irã foram divulgados antes de conversa com o primeiro-ministro de Israel.
Por Redação Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou irritação com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, antes de um encontro entre os dois líderes na Casa Branca nesta terça-feira (28). A tensão surgiu após o vazamento de detalhes sobre temas que Netanyahu pretendia abordar com o presidente americano em relação ao Irã.
Trump criticou a divulgação prévia de informações sensíveis, questionando por que os assuntos não seriam tratados diretamente entre os líderes sem serem anunciados ao mundo. Em entrevista ao programa 'Fox & Friends', o presidente chamou o primeiro-ministro pelo apelido 'Bibi' e afirmou não precisar que ele desse essas informações dessa maneira.
O descontentamento ocorreu em meio a relatos de que Netanyahu levaria informações de inteligência sobre a 'Montanha Pickaxe' — uma instalação fortificada no subsolo próxima a complexos nucleares iranianos. Segundo as informações, o líder israelense pretendia indicar que o Irã estaria ampliando suas capacidades nucleares e agindo de forma contraditória sobre o interesse em um acordo de paz.
Até o momento, o gabinete de Netanyahu não respondeu aos pedidos de comentário sobre as declarações feitas por Trump. O encontro na capital americana aconteceu no contexto de uma agenda que também incluiu conversas de Trump com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
O que foi discutido no encontro?
Durante a reunião, Trump afirmou ter mantido conversas positivas sobre o Irã, mas reiterou a possibilidade de realizar ataques a alvos estratégicos. O presidente dos EUA ressaltou, contudo, que gostaria de evitar ataques que atinjam infraestruturas críticas, como pontes e usinas de energia do país vizinho.
O clima de tensão entre a Casa Branca e o governo israelense reflete uma frustração crescente devido à falta de progresso em um acordo mais amplo para resolver o conflito com o Irã. Além disso, Trump enfrenta pressões de apoiadores que se opõem a um envolvimento mais profundo dos EUA no Oriente Médio.
A agenda diplomática em Washington também incluiu a participação de ambos os líderes em uma cerimônia em memória do senador republicano Lindsey Graham. O parlamentar era um defensor de linha-dura que atuava para garantir que as pautas de apoio a Israel e à Ucrânia fossem ouvidas pela administração Trump.
A movimentação ocorre em um período de mudanças nas relações internacionais, com o aquecimento dos laços entre Trump e Zelensky à medida que a Ucrânia consegue conter avanços russos no campo de batalha.
