Ucrânia ataca navio iraniano no Mar Cáspio e expande fronteiras da guerra
Ataque ucraniano contra embarcação que transportava suprimentos entre Irã e Rússia amplia o campo de batalha no Mar Cáspio.
Por Redação Diário Local
A Ucrânia realizou um ataque contra um navio cargueiro no Mar Cáspio no último sábado (25). A embarcação transportava suprimentos militares em uma rota entre o Irã e a Rússia.
O anúncio foi feito pelo presidente Volodymyr Zelensky, que também ordenou que o serviço de inteligência ucraniano compartilhe informações sobre o suporte dado pela Rússia ao Irã. Entre os dados compartilhados estão imagens de satélite de bases americanas e de países do Golfo na região.
Zelensky relatou ainda que há uma correlação entre as imagens de satélite russas de locais atacados e as ações iranianas, tanto na fase de preparação quanto na avaliação de danos após os ataques.
O que diz o Irã sobre o ataque?
O governo do Irã classificou a ação como uma violação da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, o ataque teria sido realizado a pedido de Israel, com o objetivo de envolver a Europa no conflito.
O Irã mantém a posição de que não participa da guerra entre Rússia e Ucrânia, embora Kiev afirme que o país fornece drones para o aliado russo. O governo iraniano também solicitou que as nações europeias responsabilizem a Ucrânia pelo ocorrido.
Contexto e implicações estratégicas
O ataque ocorre em um período de relativa calma diplomática entre Estados Unidos e Irã, após o fim de uma sequência de ataques diários entre as duas potências na última sexta-feira (24).
Embora o Mar Cáspio esteja a mais de 960 quilômetros da linha de frente da guerra na Ucrânia, o país tem utilizado drones de longo alcance para atingir alvos no território russo, como a refinaria de Filanovski, da empresa Lukoil.
Especialistas indicam que a operação pode servir para demonstrar o valor da Ucrânia como parceira dos Estados Unidos ou como uma resposta a ameaças de grupos insurgentes em rotas marítimas como o Estreito de Bab el-Mandeb.
