Diário Local
Ucrânia

Força Aérea da Ucrânia desmente alerta de ameaça nuclear enviado a celulares no país

Militares afirmam que aplicativo Alerta Aéreo pode ter sofrido interferência inimiga; níveis de radiação seguem estáveis.

Por Redação Diário Local

A Força Aérea da Ucrânia desmentiu, neste domingo (1º), alertas de ameaça nuclear enviados para celulares de moradores em todo o país. De acordo com os militares, o aplicativo Alerta Aéreo, utilizado para avisar a população sobre ataques e orientar a busca por abrigos, pode ter sofrido uma interferência inimiga.

As mensagens falsas continham conteúdos variados e alarmistas. Em Kiev, a capital ucraniana, os avisos também mencionavam ameaças químicas e a ocorrência de confrontos nas ruas.

Em um dos textos espalhados, escrito em russo, havia um link direcionando para um suposto canal no Telegram. A mensagem afirmava que um alerta nuclear seria emitido e que um míssil Oreshnik estaria a caminho da região.

Em comunicado por meio de seu canal oficial no Telegram, a Força Aérea ucraniana orientou a população a manter a calma. Os militares reforçaram a necessidade de acompanhar as informações publicadas exclusivamente pelos canais oficiais da instituição para evitar desinformação.

A força aérea garantiu que não há nenhuma ameaça de radiação em curso no momento. Até agora, não foram fornecidas informações sobre quem teria invadido o sistema ou como os avisos foram disparados para os dispositivos móveis.

O aplicativo Alerta Aéreo é uma ferramenta de segurança que informa aos moradores quando devem procurar abrigo e permite o acompanhamento das áreas sob ameaça.

Antes do envio das mensagens falsas, na manhã deste domingo (1º), o Centro Hidrometeorológico da Ucrânia já havia informado que os níveis de radiação no país permaneciam estáveis.

As autoridades militares seguem investigando a origem e a forma da interferência ocorrida no sistema de alerta do país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.