Eleições na América do Sul mostram viradas de candidatos de direita no segundo turno
Candidatos como Javier Milei e José Antonio Kast superaram adversários após resultados desfavoráveis na primeira rodada de votação.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará reverter o cenário eleitoral do primeiro turno para vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais. Disputas recentes na América do Sul mostraram que candidatos de direita conseguiram reverter resultados negativos da etapa inicial para conquistar o poder no segundo turno.
Os atuais presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Chile, José Antonio Kast, seguiram esse modelo. Ambos os líderes ocuparam a segunda posição na primeira rodada de suas respectivas votações, mas conseguiram vitória na disputa decisiva.
Na Argentina, o processo ocorreu em outubro de 2023. Na primeira rodada, o candidato Javier Milei encerrou com 29,99% dos votos, enquanto o governista Sergio Massa liderou o pleito com 36,78%.
No segundo turno, a situação se inverteu e Milei obteve 55,65% dos votos, frente aos 44,35% do adversário peronista. Um fator relevante para essa mudança foi a transferência de votos de candidatos eliminados na etapa anterior.
No primeiro turno argentino, três candidatos somaram, juntos, 33,31% dos votos. A terceira colocada, Patricia Bullrich, declarou apoio a Milei antes da etapa final e, após a eleição, assumiu o Ministério da Segurança do governo eleito.
Como ocorreu a virada no Chile?
Uma dinâmica semelhante foi registrada no Chile em 2025. Em novembro, a candidata Jeannette Jara (Unidad por Chile) venceu o primeiro turno, deixando José Antonio Kast na segunda posição.
Na votação decisiva, realizada em dezembro de 2025, Kast venceu com cerca de 58,2% dos votos. A candidata de esquerda, Jeannette Jara, ficou com 41,8% dos votos na rodada final.
O resultado chileno também foi influenciado pela força de candidatos de direita e centro-direita. A soma dos votos recebidos por esses concorrentes abriu espaço para a transferência de apoio a Kast durante o segundo turno.
