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Distrito Federal

Advogada ataca porta de vizinha com chutes em condomínio de Águas Claras

Moradores de prédio em Águas Claras relatam conflitos frequentes, incluindo ameaças e episódios de injúria racial.

Por Redação Diário Local

Uma advogada de 42 anos quase derrubou a porta de uma vizinha com chutes na manhã desta terça-feira (20), em um condomínio de Águas Claras, no Distrito Federal. O episódio faz parte de uma sequência de conflitos relatados por moradores do residencial.

A vítima, de 30 anos, relatou que precisou segurar a estrutura da porta para impedir que ela caísse após os golpes. Segundo moradores, o comportamento da mulher tem causado perturbação constante no 10º andar do prédio, com gritos em corredores e conversas em voz alta dentro do apartamento.

Em razão dos episódios, a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) são acionados com frequência pelos condôminos, que associam as atitudes a um possível surto psiquiátrico.

Histórico de conflitos e denúncias

Os relatos de desentendimento entre os vizinhos incluem ameaças de morte e episódios de injúria racial. Uma moradora afirmou ter sido ofendida pela profissional em maio deste ano e registrou boletim de ocorrência na 21ª Delegacia de Polícia de Águas Claras.

Segundo as denúncias apresentadas, a vizinha também teria sido alvo de ataques com uma barra de ferro contra a porta de seu apartamento em ocasião anterior. Os moradores alegam que a motivação dos conflitos estaria relacionada a crenças pessoais da moradora.

Ação na Justiça

A administração do Edifício Uptown Residence entrou com uma ação judicial pedindo o afastamento da advogada do imóvel. O condomínio argumenta que as medidas administrativas, como multas e notificações, não surtiram efeito e cita ainda um incêndio ocorrido no apartamento como risco à segurança dos residentes.

Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou o pedido de afastamento imediato. Na decisão, o desembargador Roberto Freitas Filho afirmou que a retirada de um morador de sua própria residência é uma medida excepcional e que era necessário analisar a gravidade e a repetição dos fatos antes de uma decisão definitiva.

O processo de expulsão ainda não foi encerrado e segue tramitando na Justiça para que o pedido de despejo seja julgado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.