Ubá sedia encontro técnico para preparar municípios mineiros contra impactos do El Niño
Reunião técnica em Ubá busca padronizar protocolos de socorro e alinhar estratégias de gestão de riscos para municípios de Minas Gerais
Por Redação Diário Local
A cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, sedia nesta terça-feira (11) um encontro técnico para preparar os municípios mineiros contra os impactos do fenômeno El Niño. O objetivo da reunião é reunir especialistas e agentes de Defesa Civil para alinhar estratégias de gestão de riscos diante das mudanças no regime de chuvas no estado.
O encontro foca no chamado "nivelamento técnico" entre as equipes de socorro. A proposta é que diferentes municípios adotem protocolos padronizados e uma linguagem técnica unificada para enfrentar situações de crise.
A coordenação técnica busca garantir que, em cenários de emergência, a resposta seja mais rápida e coordenada. De acordo com a organização, a padronização visa minimizar os prejuízos sociais, ambientais e econômicos nas comunidades afetadas por desastres.
Capacitação e monitoramento
A programação ocorre ao longo de dois dias, nesta terça-feira (11) e quarta-feira (12), com atividades das 8h às 17h. Os profissionais passam por treinamentos voltados para a atuação conjunta diante dos efeitos do fenômeno e o monitoramento do clima em tempo real.
O cronograma também inclui temas sobre gestão de riscos e preparação para emergências. A iniciativa busca reforçar a segurança pública e a qualificação contínua das equipes de salvamento e proteção da população mineira.
A reunião técnica é organizada pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) em parceria com a Prefeitura de Ubá. As atividades acontecem no Centro Administrativo Prefeito Narciso Paulo Michelli, no Centro de Ubá.
O que é o El Niño?
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal por um período prolongado. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e interfere no comportamento do clima em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.
Para especialistas, a principal preocupação não deve ser apenas a intensidade do fenômeno, mas sim a capacidade de preparação das regiões diante dos possíveis efeitos decorrentes das mudanças climáticas severas que o fenômeno provoca.
