Abstenção no primeiro turno das eleições presidenciais cresce desde 2006
Índice de eleitores que não compareceram às urnas registrou alta de quatro pontos percentuais entre 2006 e 2022.
Por Redação Diário Local
A abstenção nas eleições presidenciais brasileiras apresenta um crescimento contínuo desde 2006, com um aumento de quatro pontos percentuais registrado até o pleito de 2022. Na última eleição presidencial, o índice de ausência atingiu 20,79%, o que representa cerca de 32,7 milhões de eleitores que deixaram de comparecer às urnas.
O volume de brasileiros ausentes equivale a aproximadamente um quinto do eleitorado nacional. Esse cenário tem gerado mobilização tanto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto no meio político, devido ao impacto que o número de votos válidos exerce nos resultados das campanhas.
A tendência de crescimento das ausências é observada mesmo considerando as diferentes regras de participação. Embora adolescentes entre 16 e 18 anos e pessoas com mais de 70 anos possuam o voto facultativo, o aumento da abstenção também tem sido notado entre a parcela da população para a qual o voto é obrigatório.
Entre os principais motivos que levam o eleitor a não comparecer às seções eleitorais estão o desânimo com o processo político, a realização de viagens e o compromisso com outras atividades. Há também a opção por não votar e realizar apenas a justificativa da ausência posteriormente.
Por que os eleitores deixam de votar?
A análise dos dados indica que a magnitude do número de ausentes é relevante para a compreensão da participação democrática. O fato de um em cada cinco eleitores não comparecer às urnas sinaliza uma mudança no comportamento do eleitorado brasileiro em comparação a décadas anteriores.
A preocupação com a participação eleitoral também reflete nos discursos das autoridades do sistema de votação. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, adotou um tom de convocação, enfatizando a importância de o cidadão comparecer às urnas para garantir a plenitude do processo.
A expectativa das instituições é que haja um aumento no número de eleitores presentes nos próximos pleitos. Como a maioria da população brasileira está sujeita ao voto obrigatório, a participação efetiva é vista como fundamental para a composição da base de votos válidos.
O monitoramento desses índices é constante, uma vez que a abstenção pode alterar o peso relativo de cada candidato no resultado final. O acompanhamento das tendências de ausência serve como um termômetro para a mobilização política e para o planejamento das estratégias das instituições eleitorais.
