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Abstenção em Juiz de Fora cai para 15,81% no segundo turno das eleições

Índice de eleitores que deixaram de votar no domingo (25) foi de 15,81%, marca inferior às médias de Minas Gerais e do Brasil.

Por Redação Diário Local

A taxa de abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi de 15,81% em Juiz de Fora. Ao todo, 62.506 eleitores deixaram de comparecer às urnas no domingo (25), de acordo com dados da Justiça Eleitoral.

O índice registrado no município ficou abaixo das médias de Minas Gerais, que foi de 20,33%, e do Brasil, que atingiu 19,22%. Dos 395.394 eleitores aptos a votar na cidade, 332.888 compareceram às seções, o equivalente a 84,19% do eleitorado local.

Na disputa pela Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 57,66% dos votos válidos em Juiz de Fora, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 42,34%.

Além das abstenções, o município registrou 3.832 votos em branco (1,15%) e 8.269 votos nulos (2,48%). A votação foi distribuída em 1.256 seções eleitorais ao longo do domingo (25).

Por que a abstenção diminuiu?

A abstenção em Juiz de Fora apresentou uma queda de 2,64 pontos percentuais em comparação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Na primeira etapa, 72.952 eleitores não compareceram às urnas, o que representava 18,45% do eleitorado.

Com a redução de 10.446 eleitores ausentes na segunda etapa, o movimento acompanhou a tendência de queda registrada tanto em Minas Gerais quanto no território nacional. No primeiro turno, o município havia registrado 6.610 votos brancos (2,05%) e 10.205 nulos (3,16%).

O cientista político Raul Magalhães relaciona a redução da abstenção em Juiz de Fora à mobilização promovida pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o especialista, a redução também foi observada no cenário nacional como parte de uma estratégia eleitoral.

Magalhães aponta que o fenômeno não foi um movimento espontâneo, mas sim um resultado de estratégia de campanha voltada para a mobilização do eleitorado. O especialista destaca que a redução da abstenção foi tratada como uma meta de campanha, algo considerado histórico no cenário brasileiro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.