Candidatos à Presidência apresentam propostas para combater o feminicídio e a violência contra a mulher
Propostas de combate à violência contra a mulher ganham espaço nas convenções partidárias; dados mostram crescimento de feminicídios.
Por Redação Diário Local
Os candidatos à Presidência da República têm apresentado propostas voltadas ao combate à violência contra a mulher e ao feminicídio durante as convenções de campanha. O tema ganhou relevância em meio a dados que apontam o aumento dos crimes de gênero no país.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número de feminicídios no Brasil subiu de 1.504 registros em 2024 para 1.571 em 2025. Além disso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que, em 2025, foram julgados, em média, 42 casos de feminicídio por dia, o que representa uma alta de 17% em comparação ao ano anterior.
Em sua convenção realizada em 2 de agosto (02), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a necessidade de mudanças culturais para enfrentar o problema. O mandatário defendeu as políticas adotadas pelo governo e afirmou que novas medidas de proteção serão assinadas para garantir o direito das mulheres e o aumento das denúncias.
O que propõem os candidatos?
O senador Flávio Bolsonaro apresentou, em sua convenção no dia 25 de julho (25), propostas que envolvem o endurecimento de penas. O candidato defendeu a alteração da Constituição para que estupradores menores de idade sejam responsabilizados como adultos e sugeriu medidas mais severas para agressores de mulheres.
Ronaldo Caiado também detalhou planos durante sua convenção em 26 de julho (26). O candidato propôs o confisco de bens de indivíduos condenados por agressão contra a mulher ou feminicídio, com o objetivo de transferir o patrimônio para a vítima ou para seus familiares. Caiado também defendeu a manutenção do cumprimento integral das penas sem possibilidade de diminuição.
Entre os cinco principais candidatos, Romeu Zema e Renan Santos não mencionaram pautas voltadas ao público feminino em suas convenções partidárias, embora tenham defendido o endurecimento de penas para agressores em ocasiões anteriores.
Dados sobre a segurança das mulheres
O cenário de violência é reforçado por dados de institutos de pesquisa. Uma pesquisa divulgada em 31 de julho indicou que 92% dos brasileiros acreditam que as mulheres estão mais expostas à violência e enfrentam riscos diferentes dos homens.
O Anuário da Segurança Pública também destacou que o registro de feminicídio de pessoas que possuíam medidas protetivas cresceu nos últimos dois anos. Em 2024, foram 67 vítimas, número que subiu para 70 em 2025. A Lei Maria da Penha, que reformulou a rede de proteção às mulheres, completou 20 anos na última sexta-feira (07).
