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Maranhão

Carlos Brandão acusa Flávio Dino de perseguição política em investigação da Polícia Federal

Governador do Maranhão questiona competência do STF para conduzir investigação que mira aliados e cita disputa política entre as partes

Por Redação Diário Local

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), afirmou que sofre perseguição política do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta sexta-feira (14) após o magistrado autorizar medidas de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas de corrupção, obstrução de Justiça e desvio de emendas parlamentares envolvendo aliados do governo estadual.

Segundo o governador, o envolvimento de Dino na divulgação das decisões da investigação configura uma ação de um adversário político. Brandão argumenta que o STF não possui competência para julgar casos que envolvam autoridades estaduais, defendendo que a investigação deveria ser conduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A operação da Polícia Federal tem como alvos pelo menos três aliados de Carlos Brandão: o senador Weverton Rocha (PDT), o ex-secretário do governo estadual Raimundo Cutrim e o presidente do Tribunal de Contas Estadual do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão. O envolvimento do senador Weverton Rocha é o que mantém o processo na Suprema Corte, uma vez que o parlamentar possui foro por prerrogativa de função.

Em nota oficial, a assessoria do governador reforçou que as autoridades estaduais devem ser direcionadas ao juízo competente. O texto também questiona a imparcialidade do ministro, apontando que ele endossou um adversário político do grupo de Brandão durante o pleito para o governo do estado este ano.

Entenda a disputa política no Maranhão

A nota da equipe de Brandão detalha que o ministro Flávio Dino declarou publicamente, em 2025, seu apoio a Felipe Camarão (PT) para o governo do Maranhão. O grupo de Brandão, por outro lado, tenta eleger Orleans Brandão (MDB) como seu sucessor para o cargo.

A relação entre Dino e Brandão sofreu uma ruptura em 2024. Os dois foram aliados nas eleições de 2018 e 2022, quando formaram a chapa vencedora com Dino como governador e Brandão como vice. Após a divisão política, o governo passou a atuar em dois blocos distintos.

A assessoria do governador também manifestou surpresa com a quebra de sigilo dos processos por parte do ministro. O comunicado afirma que o grupo atualmente identificado como "dinistas" atua como adversário político do atual gestor maranhense.

O caso ainda envolve questionamentos sobre o escopo da investigação, que foca em atos a partir de 2022. A equipe de Brandão defende que o inquérito deve considerar contextos anteriores, como processos administrativos da Secretaria de Educação que remontam a períodos de gestão anterior.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.