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TRE-SP inicia teste de integridade das urnas eletrônicas para o 1º turno das eleições

Procedimento utiliza cédulas de papel e votação simulada para garantir que o registro digital corresponde ao voto dos voluntários.

Por Redação Diário Local

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) iniciou, nesta terça-feira (29), o teste de integridade das urnas eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno das eleições. O procedimento verifica se os votos digitados nos equipamentos correspondem exatamente aos registros em cédulas de papel preenchidas previamente por voluntários.

Ao todo, 33 urnas eletrônicas de diferentes regiões do estado serão auditadas por amostragem durante o dia da votação. O objetivo da Justiça Eleitoral é comprovar que os equipamentos registram corretamente os votos e que não há divergências entre os dois sistemas de registro.

Desde esta terça-feira (29), um grupo de 42 participantes começou a preencher cerca de 1.600 cédulas de papel com votos fictícios escolhidos aleatoriamente. O grupo é formado por servidores do TRE-SP, representantes do Ministério Público, da Justiça Federal, integrantes de partidos políticos e voluntários da sociedade civil.

Como funciona a auditoria?

As cédulas preenchidas serão depositadas em uma urna de lona e permanecerão lacradas até o domingo (4). Nesta data, o material será encaminhado ao local onde ocorrerá a auditoria das urnas que foram sorteadas para o teste.

Durante o dia da votação, um segundo grupo de voluntários fará a digitação dos votos registrados nas cédulas de papel diretamente nas urnas selecionadas. Ao final do processo, os resultados obtidos nos equipamentos eletrônicos serão comparados com os dados registrados manualmente nas cédulas.

A auditoria pode ser acompanhada pelo público e, no estado de São Paulo, parte do processo ocorrerá no Centro Cultural São Paulo (CCSP). O procedimento é gravado de forma ininterrupta para garantir a transparência do processo.

Histórico do processo

O teste de integridade é realizado em todo o território nacional desde 2002. Trata-se de uma medida de segurança para validar o funcionamento das urnas eletrônicas antes da consolidação dos resultados oficiais.

De acordo com o TRE-SP, desde o início da realização desses testes, em 2002, nenhuma urna eletrônica auditada apresentou inconsistências. Até o momento, os resultados obtidos pelos equipamentos sempre coincidiram com os registros das cédulas de papel.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.