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Supremo Tribunal Federal

Investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva amplia tensão entre ministros do STF

Avanço de inquérito envolvendo filho do presidente gera embates sobre a atuação da Polícia Federal e relatoria de processos.

Por Redação Diário Local

O avanço das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ampliou o clima de desconfiança entre diferentes grupos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e intensificou críticas à condução de processos na Corte. O cenário de tensão ocorre em meio a divergências sobre a atuação da Polícia Federal (PF) e o papel do relator de inquéritos sensíveis.

O foco das divergências internas concentra-se na atuação do ministro André Mendonça, relator do inquérito principal da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Integrantes da Corte afirmam que as medidas adotadas pelo ministro em relação à PF são vistas por alguns colegas como uma disputa de forças entre o relator e os investigadores, o que elevaria o nível de desgaste institucional.

Entre os episódios que geram incômodo estão a determinação para que a Polícia Federal comunique previamente substituições de delegados responsáveis pelo caso, além da exigência de envio sistemático de informações sobre o andamento das investigações ao gabinete de Mendonça. Há também um procedimento aberto para apurar a conduta do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, após a troca de um delegado do inquérito.

Por que há divergências sobre a relatoria?

Do lado oposto, interlocutores de Mendonça sustentam que o gabinete passou a desconfiar da atuação de setores da Polícia Federal. Para o ministro, a corporação teria adotado procedimentos que fogem ao padrão de tramitação dos processos, como alterações na equipe de coordenação sem comunicação prévia e o encaminhamento de pedido para investigar Lulinha em um procedimento separado.

Embora a Polícia Federal sustente que a tramitação seguiu critérios técnicos, membros do STF relatam a percepção de que houve uma tentativa de esvaziar a relatoria de Mendonça. Esse desgaste tem sido registrado entre o ministro e setores da corporação desde o início do ano.

Impactos nas pautas da Corte

O ambiente de tensão, que já era observado durante o primeiro semestre com o chamado caso Master, acabou impactando a agenda institucional da gestão de Edson Fachin. A elaboração de um Código de Ética para os ministros, tratada como prioridade, foi colocada em segundo plano devido ao acirramento das disputas internas.

Integrantes do tribunal avaliam que o clima atual inviabilizou um consenso para que a proposta de ética avançasse antes das eleições de 2026. A expectativa é que novos atritos surjam nos próximos dias, especialmente em debates sobre a competência do Supremo para supervisionar o caso de Lulinha.

No momento, o filho do presidente é alvo de três procedimentos no STF: dois estão sob a relatoria de Mendonça e um terceiro inquérito foi distribuído ao ministro Flávio Dino.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.