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Tarcísio e Haddad gastaram ao menos R$ 2,2 milhões em anúncios em redes sociais em 2026

Investimentos em Facebook e Instagram ocorreram antes do início oficial da propaganda eleitoral, que começou no último domingo (16)

Por Redação Diário Local

Os principais candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, investiram ao menos R$ 2,2 milhões em anúncios nas plataformas Facebook e Instagram ao longo de 2026. O montante foi aplicado antes do início oficial da propaganda eleitoral, que começou nesta quarta-feira (19).

O levantamento, baseado em dados da Biblioteca de Anúncios da Meta, aponta que os valores são estimativas mínimas. Isso ocorre porque a plataforma apresenta os investimentos em faixas de preço, e não o valor exato de cada peça publicitária.

No caso do governador Tarcísio de Freitas, foram analisados 613 anúncios iniciados este ano, totalizando um investimento mínimo de R$ 1,18 milhão. O ritmo de gastos do candidato foi constante, com maior aceleração a partir de maio.

Como foram distribuídos os gastos?

Fernando Haddad contabilizou um investimento mínimo de R$ 1,02 milhão. O volume inclui 132 anúncios publicados em sua própria página e 876 realizados pelo PT com conteúdos relacionados ao candidato.

As estratégias de divulgação apresentaram ritmos diferentes. Enquanto Tarcísio manteve publicidade paga durante todo o ano, Haddad concentrou a maior parte dos gastos a partir de junho, com expansão de conteúdos do PT e, em agosto, a inclusão de anúncios em sua página direta.

A campanha de Haddad explicou que a estratégia de divulgação de investimentos do governo federal nas cidades paulistas seguiu o critério do algoritmo da plataforma, visando localidades com maior densidade populacional. Já a campanha de Tarcísio afirmou que os custos pré-campanha foram pagos pelo Republicanos para apresentar a gestão de seus quadros.

O que diz a legislação sobre impulsionamento?

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informa que o impulsionamento pago de conteúdo político na pré-campanha não é irregular. Para ser permitido, o anúncio deve ser contratado pelo partido, federação ou candidato e não pode conter pedido explícito de voto.

Essas despesas realizadas antes do período oficial não entram na prestação de contas da candidatura e não são abatidas do teto de gastos eleitorais. Para a disputa do governo de São Paulo, o limite de gastos no primeiro turno é de R$ 26,6 milhões.

A Biblioteca de Anúncios da Meta é uma das ferramentas para monitorar publicidade política, mas pesquisadores apontam que a divulgação por faixas de valores dificulta a fiscalização detalhada. Contudo, plataformas como Google, TikTok e X não oferecem ferramentas equivalentes de monitoramento para conteúdos políticos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.